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terça-feira, 27 de abril de 2021

AMOR E ÓDIO " o ódio é o amor que adoeceu, porque a mesma energia que nós usávamos para construir e que agora utilizamos para destruir"

 FRAGMENTOS DO TEXTO

[...]Afirmam os seres que guiam a Humanidade, que o ódio é o amor que enlouqueceu. Sim, o ódio é o amor que adoeceu, porque a mesma energia que nós usávamos para construir e que agora utilizamos para destruir[...]Uma das faces do ódio, já que ele tem diversificadas faces, é o desprezo.[...]quando desprezamosnos isolamos, nos fechamos, nos entrincheiramos e gradualmente vamos sentindo que as outras pessoas odiadas por nós, desprezadas por nós, continuam vivendo. E, para o indivíduo que odeia, isso é terrível.[...]uma outra faceta do ódio, tanto ou mais terrível quanto o desprezo, é o desejo de vingançaSim, o odiento não se conforma em apenas desprezar. Deseja, em muitos momentos, fazer justiça com as próprias mãos.[...]a melhor forma de evitarmos essa onda de ódio que nos avassala é o amor. O amor que começa pela compreensão, a indulgência.



AMOR E ÓDIO


O pai da psicanálise, Sigmund Freud, estabeleceu que nós carregamos, por dentro d’alma, duas pulsões importantíssimas. Ele chamou de impulso de vida e impulso de morte.


O impulso de vida, que ele chamou de impulso de Eros, é aquele em que trabalhamos tudo que é bom, tudo que é para cima, tudo que é pró-vida, alegria, o trabalho, o entusiasmo, a amizade, a família. Tudo isso que faz a vida crescer, é chamado por Freud, impulso de vida.


Mas ele também chamou de impulso de morte aquelas pulsões em que nós apelamos para o desânimo, para a depressão, para o desalento, para a inimizade, para a calúnia. Tudo aquilo que faz a vida cair, tudo aquilo que faz a vida depreciada.


Daí então, dentro desse impulso de morte, que um de seus discípulos chamou de impulso tanatológico, nós encontramos o ódio.


O ódio é dessas forças terríveis que vão maculando a criatura, que vão destruindo o indivíduo e certamente infelicitando a criatura.


O ódio tem mil efeitos, cada um deles pior que o outro.


Quando pensamos nos efeitos do vago-simpático que o ódio provoca, a acidez, a diarréia, o desânimo; quando imaginamos a hipertensão, quando pensamos na depressão, na inapetência, todos esses elementos são provocados pelo ódio.


É uma força destrutiva por excelência, e quando começa, como uma caudal, ela não se detém. Essa força não pára se o detentor do ódio, aquele que está alimentando o ódio, não cair numa realidade expressivamente positiva de que essa força ou essa energia negativa que ele impulsiona, que ele conduz, não tiver termo.


É preciso então que pensemos que o ódio, antes de destruir a qualquer pessoa, de ser dirigido a qualquer coisa, ele primeiramente tenta e consegue desarticular o seu portador.


Portar o ódio é como carregar lixo na alma. Por isso, vale a pena pensar que essa força descontrolada, descompensada, essa força desnorteada em que o ódio se traduz, serve apenas para nos fazer morrer sempre um pouco mais.


Vale a pena pensar no que é que faz com que esse ódio apareça na nossa vida.


Afirmam os seres que guiam a Humanidade, que o ódio é o amor que enlouqueceu. Sim, o ódio é o amor que adoeceu, porque a mesma energia que nós usávamos para construir e que agora utilizamos para destruir. A mesma criatura sobre quem dirigíamos o olhar de ternura, agora dirigimos um olhar furioso, um espectro furibundo que parte de nossa intimidade na direção do opositor.


Vale a pena pensar que não tem sentido, depois de dois milênios da visita de Jesus a Terra e que nos propôs amar os próprios inimigos, orar por aqueles que nos perseguem e caluniam, não há sentido alimentar a força fragmentária do ódio que só faz mal a nós.


Por momento, poderemos prejudicar a alguém, causar infelicidade a alguém, entristecer alguém, através da calúnia, da maledicência ou de qualquer outra providência nefasta.


Mas, fundamentalmente, no fundo do vaso de nossa alma, ficam as borras criadas pelo ódio.

 

* * *


O ódio em si mesmo provoca apenas sofrimento. Toda pessoa que odeia é uma pessoa que sofre.

Impossível se imaginar que alguém capaz de odiar possa ser feliz.

É claro que as pessoas interpretam, encenam e muitas vezes não sabem que os problemas que passam a viver em suas vidas, estão atrelados a essa carga de ódio que desferem contra terceiros.


É muito comum que os indivíduos tenham ódio em função de variadas circunstâncias.


São muitos os fenômenos do cotidiano que incitam o indivíduo a sentir ódio, a sentir essa expressão negativa do caráter, que é eminentemente destrutiva.


Uma das faces do ódio, já que ele tem diversificadas faces, é o desprezo.


Quando sentimos desprezo por alguém ou por alguma coisa, a alma age como se esse alguém ou se essa coisa não existissem.


Como o odiento imagina que essa criatura seja-lhe inferior, não merece o seu olhar, não merece a sua atenção, não merece que ela lhe dirija a palavra Então, vai cortando, vai bloqueando todas as ações de contato, todos os movimentos de acesso. E isso vai caracterizando o desprezo. Deixar de prezar alguma coisa, deixar de considerar alguma coisa.


E quando nós desprezamos alguém, em realidade, estamos muito infelizes. Porque tudo quanto gostaríamos, lá no fundo do ser, era a possibilidade de ser amigo de todo mundo, de receber o aplauso de todo mundo, de ser gostado pelas pessoas, de ter acesso fácil em todo lugar, de onde chegarmos as pessoas nos tratarem com alegria, com entusiasmo, com amizade.


Mas quando desprezamos, nos isolamos, nos fechamos, nos entrincheiramos e gradualmente vamos sentindo que as outras pessoas odiadas por nós, desprezadas por nós, continuam vivendo. E, para o indivíduo que odeia, isso é terrível.


Toda criatura que odeia gostaria que o objeto do seu ódio fosse infeliz, se tornasse infeliz. Que pudesse uma hora dele precisar, e ele poder descarregar toda a carga do seu desprezo.


Mas, felizmente, isso não ocorre. As pessoas odiadas continuam vivendo suas vidas, porque elas só têm responsabilidades para com Deus.


Daí então, o desprezo desqualifica o odiento, atormenta-o cada vez mais e aumenta a sua infelicidade. E o odiento sofre.


Mas, uma outra faceta do ódio, tanto ou mais terrível quanto o desprezo, é o desejo de vingança. Sim, o odiento não se conforma em apenas desprezar. Deseja, em muitos momentos, fazer justiça com as próprias mãos.


Fulano me fez isso, há de pagar!

Se existe um Deus no céu, Fulano há de pagar o que me fez!

Então nós misturamos o nosso ódio com a ideia de Deus. Como se Deus estivesse ao lado de nosso desequilíbrio. Como se Deus estivesse aplaudindo nosso desregramento moral e por isto nós dizemos:


Eu não me vingo, mas Deus me vingará!

Quer dizer, se nós não nos vingamos, é porque já entendemos que isso não se faz, mas Deus, Ele que é o Autor do Universo, a Inteligência Suprema da vida, Ele se vingará em nosso nome.


Vejamos que isso não passa de uma brutal infantilidade. Nós somos ainda criaturas muito infantis em termos espirituais e imaginamos que o nosso impulso de vindita, de vingança, vai nos fazer mais felizes.


A vingança chega a termos inimagináveis. Desde a calúnia movida pela maledicência, em que nós jogamos pessoas contra outras pessoas, destilamos o veneno contra os outros, até o homicídio, até o suicídio.


Sim, Freud estabelece que todas as pessoas que se matam, elas são capazes de matar.


Muita gente se mata na impossibilidade de matar o objeto do seu ódio. E se mata para culpar o outro, para culpar a sociedade.


Alguns têm o desplante de deixar cartas, bilhetes, incriminando terceiras criaturas, por conta do seu suicídio.


Vemos que na hora final, quando ela se desbraga e sai do corpo, mesmo assim, o impulso negativo da alma infantilizada, do Espírito infeliz, ainda se mostra forte.


Desse modo, a melhor forma de evitarmos essa onda de ódio que nos avassala é o amor. O amor que começa pela compreensão, a indulgência.


Por que as pessoas erraram contra mim?


Porventura, não terei eu dado motivos independentemente do que aquele aborrecimento nos causou?


Será válido pensar nas razões que levaram alguém a falar contra mim, a falar de mim.


É importantíssimo deixar que o amor tome conta de nós, que o amor luarize nossas consciências, e como o ódio é o amor que enlouqueceu, vale a pena vacinar sempre o amor com esse remédio do trabalho, do relacionamento feliz, para que ele nunca adoeça, com esse remédio da confiança, do trabalho conjunto, da autodoação para que o amor nunca adoeça, sempre admitindo que as pessoas têm direito de se equivocar como nós.


E, por causa disso, ao invés de ódio, vale a pena o amor, até porque, segundo o Evangelista, Deus é amor.

RAUL TEIXEIRA


Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 108, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná. Programa gravado em agosto de 2007. Exibido pela NET, Canal 20, Curitiba, no dia 22 de junho de 2008.

Em 11.5.2020


FONTE: http://www.feparana.com.br/topico/?topico=2154

domingo, 21 de março de 2021

OS OPOSTOS : " O Sol emite raios para todas as criaturas e não distribui sua luminosidade segundo o merecimento de cada um. Assim também é o amor do Mestre: não diferencia bons e maus, certos e errados, poderosos e simples; não separa, nem divide, simplesmente ama a todos, pelo próprio prazer de amar.

 



OS OPOSTOS

"...Como continuassem a interrogá-lo, ele se ergueu e lhes disse: Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra. Depois, abaixando-se de novo, continuou a escrever sobre a terra..." (Cap. X, ítem 12)


"Aquele dentre vós que estiver sem pecado, lhe atire a primeira pedra", assim enunciou Jesus Cristo diante da mulher surpreendida em adultério. Ele conhecia a intimidade das criaturas humanas e as via como um livro completamente aberto. Sabia de suas carências e necessidades condizentes com seu grau evolutivo, bem como conhecia todo o mecanismo proveniente de sua "sombra", quer dizer, a soma de tudo aquilo que elas não desejam ter e ver em si mesmas.


O termo "sombra" foi desenvolvido por Carl Gustav Jung, eminente psiquiatra e psicólogo suiço, para conceituar o somatório dos lados rejeitados da realidade humana, que permanecem inconscientes por não querermos vê-los.


Jesus sabia que todos ali presentes fariam daquela mulher um "bode expiatório" para aliviar suas consequências de culpa, projetando sobre ela seus sentimentos e emoções não aceitos e apedrejando-a sumariamente, conforme as leis da época.


Em consequência, todos ali reunidos sentiriam momentaneamente um alívio ao executá-la, ou mesmo, "livres dos pecados", pois nela seria projetados os chamados defeitos repugnantes e desprezíveis, como se dissessem para si mesmos: "não temos nada com isso".


O Mestre, porém, induziu-os a fazer uma "instrospecção", impulsionando-os para uma viagem interior, indagando: "quem de vós não tem pecados?"


Somos, a todo instante, tentados a encobrir nossas vulnerabilidades ou "pontos fracos" por não aceitarmos ser natural que parte de nós é segura e generosa, enquanto outra duvida e é egoísta. Faz-se necessário admitirmos nossos "pecados" porque somente dessa forma iremos confrontar-nos com nossos "sótãos fechados" e promover nosso amadurecimento espiritual.


Admitindo nossos lados positivo e negativo, em outras palavras, nossa "polaridade", passaremos a observar nossa ambivalência, rejeitando assim as barreiras que nos impedem de ser autênticos. Urge que reconheçamos nossa condição humana de criaturas em processo de desenvolvimento evolucional.


Ao assumirmos, porém, nossos "opostos" como elementos naturais da estrutura humana (egoísmo-desinteresse, dominação - submissão, adulação - aversão, ciúme - indiferença, malícia- ingenuidade, vaidade - desmanzelo, apego - apatia), aprendemos a não nos comportar como o pêndulo - ora num extremo, ora no outro.


A balança volta sempre ao ponto de equilíbrio, e é justamente essa a nossa meta de aprendizagem na Terra. Nem avareza, nem esbanjamento; nem preguiça, nem superentusiasmo; nem tanto lá, nem tanto cá; tudo com "equanimidade", isto é, dando igual importância aos lados, a fim de acharmos o meio-termo.


As polaridades unidas formam a totalidade, ou a unidade, mesmo porque nossa visão depende de ambas as partes unidas, para que nossas observações e estruturas não sejam claudicantes. Em suma, unir as polaridades em nossa consciência nos torna "unos" ou seres totais.


Com essa determinação, vamos adquirir um bom nível de permeabilidade e conseguir transcender os limites e interligar nossos opostos, atingindo um estado de consciência elevada, o que permitirá que nosso consciente e nosso inconsciente se fundam numa "unidade total".


As pesquisas da atualidade analisaram as metades do cérebro e chegaram à conclusão de que cada uma tem funções, capacidades e suas respectivas áreas, onde atuam as diferentes responsabilidades da psique humana.


O lado esquerdo cuida do corpo, da linguagem, da leitura, da escrita, dos cálculos, do tempo, do pensamento digital e linear e do lado direito do corpo, entre outras coisas; enquanto que o direito se prende às percepções da forma, da sensação do espaço, da intuição,do simbolismo, da atemporidade, da música, do olfato e do lado esquerdo do corpo, entre outras funções.


Usar a totalidade cerebral é ter uma visão real da vida que nos cerca portanto, com apenas metade do cérebro, teremos a bipartição da verdade, ou melhor, a não-conexão dos opostos.


O Mestre afirmou-nos: "Eu e meu Pai somos um", querendo dizer que Ele era pleno, pois enxergava tudo no Universo como um "todo", através de sua consciência iluminada e integralizada.


Jesus não agia dividido em "pares opostos". Não pensavea e não sentia como homem ou mulher, mas como espírito imortal; não visualizava o interior e exterior, antes observava o Universo e a nós por inteiro, "dentro e fora", argumentando que o "Reino de Deus" e "as muitas moradas da Casa do Pai" estavam no exterior e, ao mesmo tempo, no interior.


Por isso, não há nada a corrigir ou a consertar em nós, a não ser melhorar a nossa própria forma de ver as coisas, aprendendo a conhecer amplamente as interligações dos opostos, a fim de atingirmos o equilíbrio perfeito.


"Pecado, em síntese, são as extremidades de nossa polaridade existencial. Daí decorre a afirmação de Jesus de Nazaré aos homens que somente olhavam um dos lados do fato naquele julgamento e que, ao mesmo tempo, escondiam sentimentos e emoções que gostariam que não existissem.


Em suma, a ferramenta vital para interligar os opostos chama-se amor, porque amar é buscar a unificação das pessoas e das coisas, pois ele quer fundir e não dividir.


O amor tem que ser absolutamente incondicional porque, enquanto for seletivo e preferencial, não será amor real. Quem ama realmente constitui um "nós", isto é, "une", sem anular o próprio "eu".


O Sol emite raios para todas as criaturas e não distribui sua luminosidade segundo o merecimento de cada um. Assim também é o amor do Mestre: não diferencia bons e maus, certos e errados, poderosos e simples; não separa, nem divide, simplesmente ama a todos, pelo próprio prazer de amar.


Hammed

sábado, 6 de março de 2021

ESPERANÇA CONSTANTE: [...] NÃO DIGAS QUE O MUNDO ESTÁ PERDIDO. ENUMERA AS BÊNÇÃOS DE DEUS QUE ENXAMEIAM , EM TORNO DE TI""

 


Esperança constante



O pessimismo é uma espécie de taxa pesada e desnecessária sobre o zelo que a responsabilidade nos impõe, induzindo-nos à aflição inútil.


Atenção, sim. Derrotismo, não.


Para que nos livremos de semelhante flagelo, no campo íntimo, é aconselhável desfixar o pensamento, muitas vezes, colado a detalhes ainda sombrios da estrada evolutiva.


Para que se sustente desperto o entendimento, quanto à essa verdade, recordemos as bênçãos que excedem largamente às nossas pequenas e transitórias dificuldades.


É inegável que o materialismo passou a dominar muita gente, perante o avanço tecnológico da atual idade terrestre; contudo, existem admiráveis multidões de criaturas, em cujos corações a fé se irradia por facho resplendente, iluminando a construção do mundo novo.


As enfermidades ainda apresentam quadros tristes nos agrupamentos humanos; no entanto, é justo considerar que a ciência já liquidou várias moléstias, dantes julgadas irreversíveis, anulando-lhes o perigo com a imunização e com as providências adequadas.


Destacam-se muitos empreiteiros da guerra, tumultuando coletividades; todavia, os obreiros da paz se movimentam em todas as direções.


Muitos lares se desorganizam; mas outros muitos se sustentam consolidados no equilíbrio e na educação, mantendo a segurança entre os homens.


Grande número de mulheres se ausentam da maternidade; entretanto, legiões de irmãs abnegadas se revelam fiéis ao mais elevado trabalho feminino no planeta, guardando-se na condição de mães admiráveis no devotamento ao grupo doméstico.


Os processos de violência aumentam, quase que em toda parte; ampliam-se, porém, as frentes de amor ao próximo que os extinguem.


Anotando as tribulações que se desdobram no Plano Físico, não digas que o mundo está perdido. Enumera as bênçãos de Deus que enxameiam, em torno de ti.


E se atravessas regiões de trevas, que se te afiguram túneis de sofrimento e desolação, nos quais centenas ou milhares de pessoas perderam a noção da luz, é natural que não consigas transformar-te num sol que flameje no caminho para todos, mas podes claramente acender um fósforo de esperança.





Emmanuel

sexta-feira, 5 de março de 2021

QUEM SÃO OS REGENERADOS: "" REGENERADOS SÃO OS REABILITADOS À LUZ DAS VERDADES ETERNAS . ADOTARAM JESUS COMO SÁBIO DOS SÁBIOS E, POR SEGUIREM SEUS PASSOS, FAZEM SEMPRE O SEU MELHOR.""

 



QUEM SÃO OS REGENERADOS

"Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes; a alma que se arrepende neles encontra a calma e o repouso, acabando de se depurar. Sem dúvida, nesses mundos, o homem está ainda sujeito às leis que regem a matéria.." (Cap. III, ítem 17)


Regenerados são todos aqueles que aprenderam a compartilhar deste mundo, contribuindo sempre para a sua manutenção e continuação e que ao mesmo tempo, por perceberem que recebem à medida que doam, sustentam com êxito esse fenômeno de "TROCAS INCESSANTES". São os homens que descobriram que todos estamos ligados por inúmeras formas de vida, desde o micro ao macrocosmo, e que os ciclos da natureza é que vitalizam igualmente plantas, animais e eles próprios.


Portanto, respeitam, cooperam e produzem, não pensando somente em si mesmos, mas na coletividade. Sabem que ao mesmo tempo, sozinhos ou juntos, somos todos viajantes nas estradas da vida universal, em busca de crescimento e perfeição.


Voltarem-se para si mesmos e descortinaram a presença divina em sua intimidade e, em vista disso, agora não buscam somente a exterioridade da vida, mas a abundância da vida íntima, fazendo quase sempre uma jornada cósmica para dentro do seu universo interior, na intimidade da própria alma.


Regenerados são os seres humanos que notaram que não podem modificar o mundo dos outros, mas apenas o seu próprio mundo. Que os indivíduos, lugares e ambientes não podem ser mudados, e que as únicas coisas que podem e devem ser alteradas são suas atitudes pessoais, reações e atos relacionados a esses mesmos indivíduos, lugares e ambientes de sua vida. Conseguiram angariar sabedoria em decorrência das vivências anteriores.


Diferenciam o que lhes cabe fazer e, por conseguinte, o que são deveres dos outros. Só fazem, portanto, autojulgamento, deixando a cada um realizar sua própria avaliação.


Na realidade, trazem certas competências e destrezas alicerçadas no poder de observação, por já possuírem uma considerável "coleta de dados". São consideradas criaturas sábias, por seus constantes insights, isto é, compreensÕes súbitas diante de decisões e resoluções da vida.


São homens que adquiriram a habilidade de resolver suas dificuldades com recursos novos e criativos, usando maneiras inovadoras de solucionar os acontecimentos do cotidiano. Reconhecem que a vida é uma sucessão de ocorrências interdependentes, por possuírem a capacidade de observar as relações existenciais. Sempre lançam mão dos fatos passados e os entrelaçam aos atuais, chegando à profunda compreensão das situações e de seus problemas.


Descortinaram horizontes novos, porque reservaram no dia-a-dia algum tempo para se conhecer melhor, anotando idéias e sensações a fim de esclarecer para si próprios o porquê de sentimentos desconexos, emoções variáveis e ações contraditórias, visto que tal conhecimento os ajudará a viver de forma mais serena e previsível.


Obtiveram transformações íntimas, surpreendentes, pois conseguiam se ver como realmente são. Retiram máscaras, que inicialmente lhes davam um certo conforto e segurança, já que depois, eles mesmos reconheceram que elas os aprisionavam por entre grilhões e opressões.


Aprenderam que não vale a pena representar inúmeros papéis, como se a vida fosse um grande teatro, mas sobretudo assumir sua própria missão na Terra, porque constataram que cada um tem uma quota própria de contribuição perante a Criação, e que não nasce no Planeta nenhuma criatura cuja tarefa não tenha sido predeterminada.


Regenerados são os reabilitados à luz das verdades eternas. Adotaram Jesus como o "Sábio dos Sábios" e, por seguirem Seus passos, fazem sempre o seu melhor.


Reconheceram que o erro nunca será motivo de abatimento e paralisação e sim de estímulo ao aprendizado. Por isso, seguem adiante, pacientes consigo mesmos e com os outros, ganhando cada vez mais autonomia e discernimento ante as leis de amor que regem o Universo.


Hammed

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

VISITAR ENFERMOS '''' FAZE-TE PRESENTE JUNTO AOS ENFERMOS, QUANTO TE SEJA POSSÍVE. A SAÚDE, NA TERRA, É DOM PRECIOSO , QUE SOFRE PERIÓDICAS ALTERAÇÕES , CONVIDANDO AS PAUSAS DE REFLEXÃO E DE ESFORÇO INTERIOR.[...] NA DOENÇA, TODOS SE RENOVAM COM UM SORRISO GENTIL, UMA PALAVRA DE ÂNIMO , UMA VISITA FRATERNAL , DEMONSTRANDO-LHES QUE NÃO ESTÃO A SÓS NO TESTEMUNHO EVOLUTIVO.""

 



                VISITAR ENFEMOS :




A vida moderna exaustiva e, às vezes, extravagante, por necessidades reais e imaginárias, toma as horas físicas e mentais dos seres humanos, sobrecarregando-os de preocupações que os estressam. Em conseqüência, os distúrbios de comportamento aumentam a sua estatística tormentosa, demonstrando que as grandes conquistas de fora não conseguiram harmonizar a criatura interior.


A desenfreada ansiedade e a incessante busca pela posse de artefatos e de coisas para preencher o vazio existencial, de forma alguma lograram plenificar aquele que se afadiga pelo conseguir.


Aplicando todo o tempo disponível na realização desse objetivo que parece básico para uma existência feliz, empenha-se cada vez mais, não se dando conta de outros valores que permanecem aguardando a sua atenção e interesse.


Dessa forma, após conseguirem aquela meta inicial, perdem o encanto todos aqueles que assim procediam, transferindo para as coisas o tormento íntimo, continuando tão frustrados quanto antes, por constatar a falta de sentido e de significação de que aparentemente se revestem.


Somente possui valor aquilo que pode ser envolvido pelo amor, preenchido pelo amor, irradiando amor.


Não é, pois, na quantidade, que está a solução dos problemas emocionais, mas na qualidade da conquista, no seu objetivo relevante.


Em face dessa circunstância, a que representa ambição desmedida, as amizades são apressadas, os conhecimentos humanos são superficiais, as afeições são interesseiras, não harmonizando de forma significativa a emoção pessoal.


Diz-se que esse é um mecanismo de autodefesa, de que se utilizam as criaturas humanas, a fim de evitarem sofrer dilacerações interiores, prejuízos psicológicos, tendo em vista os insucessos iniciais experimentados.


Não têm razão, porém, esses que assim pensam. O importante não é a resposta que advém da oferta que se faz, mas é, ela em si mesma, que tem significação, mediante o enriquecedor ato praticado.


Se, por acaso, produz conseqüências inamistosas ou gravames perturbadores, a raiz desse efeito encontra-se naquele que responde mal ao bem que recebe, merecendo ser realmente assistido, porque é portador de desequilíbrio e de tormentos, de que talvez não se dê conta.


O escrúpulo, que nasce do pessimismo, é tão negativo quanto o entusiasmo, que resulta da irreflexão.


Dessa forma, amigos surgem, passam e desaparecem, substituídos por outros igualmente transitórios, rápidos.


Vale, porém, a pena, investir mais no ser humano, oferecer-lhe mais luz de entendimento e de confiança, de respeito e de estima.


Altera, portanto, a tua maneira de relacionar-te. Cuida mais e melhor dos teus conhecidos e evita revidar com animosidade as ondas mentais molestas que te enviam os inimigos.


Reserva-te alguns minutos diários para a fraternidade, embora a agitação dos teus compromissos, e constatarás quanto este comportamento te fará bem.


Nem todos que se te acercam são frívolos ou insensatos, como pensas. Examina com mais cuidado as pessoas a quem te afeiçoas e descobrirás tesouros de amizade que te surpreenderão.


Há muitos amigos que te estimam, e quando desaparecem da tua presença, talvez não seja por ingratidão ou indiferença, mas porque foram compelidos a distância, porque passam por dificuldades que desconheces, por compromissos novos, ou vitimados por enfermidades.


Procura informar-te sobre eles, quando lhes notes a falta.


Se enfermos, visita-os, levando-lhes a tua solidariedade, a tua palavra de amizade, a chama da tua fé espiritual.


Essa atitude constitui generosa fonte de caridade que é pouco praticada.


Se, de todo, as circunstâncias não te permitirem, embora sempre possas fazê-lo se te empenhares honestamente, escreve-lhes algo, endereça-lhes vibrações de saúde, telefona-lhes, diz-lhes que os estimas e que lhes sentes a ausência.


Faze-te presente junto aos enfermos, quanto te seja possível. A saúde, na Terra, é dom precioso, que sofre periódicas alterações, convidando a pausas de reflexão e de esforço interior.


Usa-a para espalhar o bem-estar e não apenas para amealhar valores passageiros.


Aplica-a também em favor do teu próximo, o irmão que padece enfermidades e experimenta sofrimentos, muitas vezes disfarçados em sorrisos pálidos e rostos esquálidos.


Assim agindo, distribuindo bênçãos, recolherás preciosas gemas de paz e de bem-estar.


Somente é possível valorizar-se algo, quando se tem carência ou necessidade inadiável.


Na doença, todos se renovam com um sorriso gentil, uma palavra de ânimo, uma visita fraternal, demonstrando-lhes que não estão a sós no testemunho evolutivo.


Doa, portanto, hoje, e estarás acumulando haveres que não enferrujam, as traças não roem, os ladrões não roubam.


Quando visitares enfermos, não lhes imponhas a descrição do seu quadro orgânico ou emocional, exigindo que te narre o problema de saúde que vem sofrendo.


Se te aborda o tema, ouve-o com atenção e evita aumentar-lhe a preocupação, falando sobre outros dramas e tragédias do teu conhecimento.


Sê otimista sem exagero, realista sem crueza. Conversa, edificando, se a ocasião o permitir.


Não prolongues a tua visita, tornando-a cansativa. Atua de forma que o paciente anele pelo teu retorno à sua cabeceira.


Conforta-o com uma leitura edificante, com notícias auspiciosas, com uma oração refazente.


Se ele solicitar-te a aplicação de passes, faze-o sem jactância, não deixando falsa impressão de cura milagrosa ou pronto restabelecimento. A caridade é gentil e discreta, bondosa e calmante.


Diante de alguém enfermo, recorda-te de Jesus e entrega-o à Sua proteção, procurando ser o instrumento de que Ele se possa utilizar para encorajá-lo e apaziguá-lo.


Sempre, pois, que possível, visita os irmãos que se encontram enfermos.


Joanna de Ângelis

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

OUVIR COM O CORAÇÃO ""SOMENTE QUANDO SE PODE OUVIR COM O CORAÇÃO, É QUE A MENSAGEM ENCONTRA RESSONÃNCIA E PODE REPERCUTIR NA ALMA QUE CHORA"

 

     


         OUVIR COM O CORAÇÃO


Além da faculdade de escutar-se com os ouvidos, pode-se fazê-lo também com a mente, com a emoção, com interesse, com malícia, com descaso, com ressentimento, com alegria, com o coração ...


A arte de ouvir é muito complexa.


Normalmente se ouvem as informações pensando-se em outras questões que predominam, desviando a atenção e impedindo que se fixem as impressões daquilo que se informa.


Algumas vezes, ouvem-se as narrativas que são apresentadas com estados de espírito crítico e perdem-se os melhores conteúdos, porque não estão de acordo com o pensamento e a conduta de quem escuta.


Em diversas oportunidades, ouvem-se as pessoas com indiferença, pensando-se nos próprios problemas e inquietações, distantes do sofrimento alheio, por considerar-se muito grande o próprio.


É comum ouvir-se por obrigação social ou circunstancial, estando-se noutro lugar e situação mental, embora fisicamente ao lado.


As criaturas humanas convivem umas com as outras, mantendo-se sempre estranhas, não conseguindo sair do próprio cárcere em que restringem os passos, embora preservando a aparência de livres.


Por conseqüência, a solidão e a depressão aumentam na razão direta em que se avolumam os grupos sociais, sempre ávidos de novidades e posses transitóriias, quase coisas nenhumas.


A saturação que decorre do mesmismo, das atividades repetitivas, embora de alta gravidade, que terminam por se transformar em corriqueiras para quem as escuta, responde pelo aturdimento e desinteresse daqueles que se colocam na condição de ouvintes.


Especialmente as pessoas que escutam as narrações dos sofrimentos humanos, de tal forma se acostumam com os dramas e tragédias que, por mecanismo defensivo, distanciam-se dos fatos e oferecem palavras destituídas de emoção e de significado, que momentaneamente atendem aos aflitos, sem os confortar com segurança.


É compreensível essa atitude, porque também são indivíduos que sofrem pressões, angústias, ansiedades e organizam programas de felicidade que não se completam conforme gostariam.


Tornam-se, desse modo, ouvintes insensíveis. Despertando para a circunstância aflitiva, de que eles também necessitariam de ser ouvidos e orientados, na solidão em que se encontram, nas necessidades a que estão expostos, são induzidos a fazer uma avaliação de conduta, mudando de atitude em relação àqueles que os buscam.


Passam então a ouvi-las com o coração.


Isto é, participam da narrativa do outro com espírito solidário, saindo da própria solidão.


Ouvir com o coração!


Quem narra um drama é gente que, como tal, deve ser considerada.


Não é um caso a mais, um cliente, um necessitado, um pesadelo do qual se deve descartar.


Está sobrecarregada e não sabe como prosseguir.


Necessita de ajuda. Requer atenção.


Pode ser molesto para quem ouve. No entanto, uma palavra dita com o coração consegue o milagre de modificar-lhe a visão em torno do que lhe ocorre, encorajando-a para prosseguir no cometimento.


Um sorriso de compreensão dá-lhe um sinal de que está sendo entendida e encontrou alguém que com ela simpatiza e dispõe-se a ser-lhe amigo.


Escasseiam os amigos, os afetos verdadeiros. Multiplicam-se aqueles que fazem parte dos mortos-vivos da sociedade consumista, quando ela necessita de seres que pensam e que sentem, vibrando em espírito de solidariedade.


Cada pessoa é um país a conquistar-se e a ser conquistado.


Particularmente, quando está fragilizada, isolada na ilha da sua aflição, perdida na fixação do sofrimento, anseia por outrem que lhe possa arrancar a âncora infeliz que lhe retém a embarcação existencial nesse penhasco sombrio.


Somente quando se pode ouvir com o coração, é que a mensagem encontra ressonância e pode repercutir na alma que chora.


Não poucas vezes, o cansaço que a todos acomete, a irritação que se deriva dos problemas quotidianos, o mal-estar decorrente dos problemas existenciais armam o indivíduo de indiferença pelo seu próximo, tapando-lhe os ouvidos do coração.


Jesus o disse com muita propriedade: ... Eles têm ouvidos, mas não ouvem.


Os seus são ouvidos bloqueados para o mundo exterior, em razão dos conflitos internos e dos estrídulos sons morais que os estremecem e agoniam.


Há, no entanto, uma forma para a mudança de conduta, beneficiando-se e auxiliando aos demais.


Procurar ouvir em cada ser uma história, como se fosse um escritor, um jornalista, alguém interessado na outra vida.


Descobrir o novo, o inusitado no seu próximo, com olhos mais percucientes, penetrando no âmago da ocorrência.


Deixar-se inspirar pelo outro, pela sua necessidade, pela sua aflição, pela sua alegria e mensagem, quando isso ocorrer.


Além de ouvir, oferecer algo em troca: uma palavra alentadora, um gesto fraternal em forma de abraço, um sorriso compassivo, qualquer coisa que responda ao suplicante de maneira encorajadora.


Ampliar o coração no rumo de quem fala ou de quem apenas, em silêncio, demonstra a sua terrível aflição.


Ouvir com o coração é também uma forma feliz de falar com o coração, mediante ou não o uso de palavras.


É vibração de amor que se expande e que retorna em música de solidariedade.


Os médicos, invariavelmente, utilizando-se do estetoscópio, auscultam o coração dos seus pacientes, mas raramente escutam a mensagem discreta que ele transmite, pedindo socorro fraternal, ajuda emocional, bondade estimuladora.


Aprende, tu, a ouvir com o coração, tudo quanto outros corações estejam procurando dizer-te. Descobrirás um mundo totalmente novo, enriquecedor, no qual te encontras e ainda não havias percebido, alegrando-te com a honra imensa de estar nele e ajudá-lo a ser cada vez mais feliz.


Joanna de Ângelis

sábado, 13 de fevereiro de 2021

NO SERVIÇO DA LUZ " é ainda por esse motivo que, à última hora, circulando por eles, nos tormentos da cruz, o Senhor recomendou-os à Tolerância Divina, e, ao invés de aceitarlhes injúrias e desafios, preferiu segregá-los no hospital da oração."

 Não ouvides que todos os perseguidores da luz são habitualmente enfermos do espírito acomodados ao mal.

Muitos trazem no peito o vulcão do ódio, exalando os fluidos comburentes do fogo devorador que lhes consome a vida, a se enovelarem, pouco a pouco, nas teias da loucura, quando o crime não lhes colhe a existência; outros, transportam no coração a chaga da cobiça ou da inveja a verminar-lhes o seio e ainda outros se abismam nos labirintos da ambição desregrada, abrindo para si mesmos a cova de dor, a que descerão para a bênção expiatória ...

Outros muitos, sofrem, no imo d’alma, a infestação do vício que os transforma em presa fácil dos empreiteiros da sombra e quase todos padecem na própria mente o assalto da ignorância em que se fazem, desavisados , instrumentos soezes da miséria e da insânia em verdadeiro flagelo público. 

Renteando com eles – pobres irmãos nossos que elegeram para si próprios a condição penosa de detratores – trata-os por doentes necessitados de socorro e medicamento.

Conhecendo-os, de perto, lembrou Jesus no monte a bem-aventurança reservada no mundo aos que exerçam o perdão e a misericórdia.

E, é ainda por esse motivo que, à última hora, circulando por eles, nos tormentos da cruz, o Senhor recomendou-os à Tolerância Divina, e, ao invés de aceitarlhes injúrias e desafios, preferiu segregá-los no hospital da oração.

Observa o mundo ao redor de teus passos e perceberás, na desigualdade das situações, a Justiça Divina a expressar-se com a perfeição da sabedoria e do amor.


EMMANUEL 
DO LIVRO ALVORADA DO REINO- FCX

POSTAGENS ATUAIS

AUTOCOMPAIXÃO: "Todo aquele que se faculta a autocompaixão neurótica é portador de insegurança e de complexo de inferioridade, que disfarça, recorrendo, inconscientemente, às transferências da piedade por si mesmo, sem qualquer respeito pelas demais pessoas."

  Psicologicamente,  o homem que cultiva a autopiedade desenvolve  tormentos desnecessários que o deprimem na razão direta em que a eles se ...