Mostrando postagens com marcador ORAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ORAÇÃO. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

PRECE PELA INTERNET : "NA ATUALIDADE, GRAÇAS À INFORMÁTICA, SURGE LENTAMENTE , MAS COM VIGOR,UM NOVO GRUPO DE PREGUIÇOSOS MENTAIS QUE PRETENDEM TRANSFERIR PARA OUTROS OS DEVERES QUE LHE SÃO PERTINENTES, ENTRE OS QUAIS, O DA ORAÇÃO."

 




PRECES PELA INTERNET




Quando Jesus recomendou a oração pelo próximo, não o eximiu de orar por si mesmo.


A proposta do Mestre tem um sentido profundo, que pode ser considerado sob vários aspectos. A princípio, porque a vibração daquele que ora, encontrando ressonância vibratória no outro, ajuda-o a ter as forças renovadas. Logo depois, porque esse ato desenvolve e ajuda a manter a fraternidade.


Foi por isso, em favor da verdadeira união fraternal, que mais tarde propôs: Quando dois ou três se reunirem em meu nome eu estarei entre eles, o que não significa estar ausente quando alguém esteja a sós e O busque ...


Em face do utilitarismo e das más interpretações no passado, a acomodação mental e moral de muitos religiosos instituiu o lamentável esquema de rezadores em seu favor, enquanto permaneciam distantes da comunhão com Deus.


Esse método foi utilizado largamente, dando surgimento ao profissionalismo da oração.


Pessoas desocupadas tornaram-se intérpretes dos desejos de pagantes, intercedendo verbalmente a Deus sem qualquer emoção a benefício daqueles que as remuneravam.


Como efeito, a simonia substituiu o sentimento da prece intercessória, quando alguém, tomado de amor e de compaixão, intermedia outrem.


Na atualidade, graças à Informática, surge lentamennte, mas com vigor, um novo grupo de preguiçosos mentais que pretendem transferir para outros os deveres que lhes são pertinentes, entre os quais, o da oração.


Justificam que não dispõem de mérito para ser ouvidos por Deus e não se esforçam por consegui-lo.


Apoiam-se na desculpa sem sentido, na suposição de que ludibriam as leis soberanas da Vida, exculpando-se do dever não cumprido, por se considerarem pecadores ou infelizes, quando deveria ocorrer exatamente o contrário ...


Aplicam largos períodos de tempo solicitando orações para a saúde, para a conquista de trabalho, de amor, rogam pelos familiares encarnados e desencarnados em atentado injustificável de utilização negativa da recomendação do Mestre.


Esquecem-se de que aquele que ora, em sintonizando-se com as Fontes Geradoras de Bênçãos, enriquece-se de energias saudáveis e de paz interior.


Outros escrevem cartas longuíssimas, verdadeiros relatórios dos seus sofrimentos, reais e imaginados, repassados de queixas e de lamúrias para inspirar compaixão, descarregando nos obreiros do Bem suas aflições, verdadeiras ou supostas, desviando-os dos compromissos que abraçam, a fim de ficarem orando em seu benefício, enquanto eles mesmos se divertem na ociosidade ou se comprazem no transtorno depressivo que se permitem, sem a utilização de terapias próprias e libertadoras.


É justo que se ore pelo próximo necessitado, mas é indispensável que se oriente o irmão a orar por si mesmo.


Se ele justifica que não sabe como fazer, deves ennsiná-lo a comungar com Deus, a fim de que avance com o dinamismo do esforço pessoal, sem depender de ninguém.


A estrada da evolução será sempre palmilhada por cada um que se candidata ao processo de crescimento.


Ora, a sós ou em grupo, em favor dos enfermos que necessitam de vibrações salutares e de ondas de ternura durante as provações que experienciam. Simultaneamente, desperta-os para que façam a parte que lhes compete, a fim de poderem sintonizar com as ondas mentais que lhes ofereces, introjetando-as e beneficiando-se.


Não te desvies, porém, dos deveres que abraças para os recitativos demorados e as imprecações a Deus a benefício de outros que elegem a comodidade física e mental, distanciando-se dos labores espirituais de auto-iluminação.


Todos devem ajudar-se mutuamente, orando uns pelos outros, não, porém, sobrecarregando o seu próximo, a pretexto de que ele é mais e melhor ouvido pelo Pai.


O mérito advém do esforço que cada qual consegue aplicar em forma de devotamento ao trabalho sério e elevado, construindo uma sociedade melhor, mais ordeira e equilibrada.


Para esse mister, todos estão convidados, cada um oferecendo o que possui de melhor, mesmo que seja aparentemente de pequena monta.


Se não pode contribuir com uma seara rica de pão, tem possibilidades de oferecer alguns grãos para a ensementação valiosa.


Jesus dignificou uma dracma, modestas redes de pescar, grãos de mostarda, lírios do campo e pássaros dos céus, com eles enriquecendo as Suas inesquecíveis parábolas, demonstrando que tudo é útil e de alta significação, quando se refere à construção do Reino de Deus nos corações humanos.


Desse modo, oferece a tua dádiva.


Deus é amor que se irradia em favor dos bons e dos maus de maneira equânime.


Presente em todo o Universo, é a Vida que dá vida. Não atenderá à súplica de um justo liberando o mau das conseqüências dos seus atos infelizes, porque, desse modo, violaria Suas próprias leis de justiça.


Antes, induz todos os filhos à busca da Sua Realidade, mediante o esforço de autodepuração, ascendendo na escala moral por meio do trabalho e da incessante renovação no Bem.


Ora, portanto, penetrando-te do pensamento divino, a fim de que te possas beneficiar do sublime auxílio .


... E preces pela Internet, convenha-se, não é o melhor e mais eficaz caminho a seguir-se ...


Joanna de Ângelis

sábado, 20 de fevereiro de 2021

O DESERTO "Hodiernamente, o deserto pode ser considerado como a viagem de interiorização, na busca da realidade que se é. A mente, auto-analisando-se, percebe quais as necessidades verdadeiras e aquelas secundárias que são distrações, mediante a busca do poder e do prazer, facultando-se eleger as melhores diretrizes para conseguir a superação do sofrimento, o encontro com Deus, que no mundo agitado faz-se quase impossível de o conseguir. Nessa região inexplorada e desértica da alma, o Espírito refrigera-se na esperança, renovando a coragem para enfrentar as refregas do cotidiano""




                                                      O DESERTO




Em face da balbúrdia que estruge voluptuosa em toda parte, o ser humano movimenta-se aturdido, sem rumo.


A sensibilidade emocional aguçada, em decorrência da ansiedade como da frustração, torna-o insatisfeito, atormentado, paranóide com tendência esquizóide que o vergasta, infelicitando-o.


Os apelos incessantes para as extravagâncias e os apetites sexuais desorganizam-no interiormente, fazendo-o sentir-se incompleto, mesmo quando tudo, aparentemente, se encontra com aspecto compensador.


Ocorre que o Espírito é o ser fundamental e não o corpo, ao qual se imanta pela necessidade de evolução, permanecendo escravo, quando jovem, pelo que gostaria de fruir e quando idoso, lamentando o que não desfrutou.


Essa dificuldade de entender o objetivo real da vida proporciona-lhe um comportamento paradoxal, pois que, podendo conquistar a liberdade, demora-se na escravidão espontânea, vivenciar a felicidade, fixa-se nos tormentos, conseguir o bem-estar pleno, detém-se na insegurança do que já dispõe.


Cada um vive exteriormente as paisagens íntimas que cultiva.


Apegando-se aos valores relativos do mundo, alegra-se e aflige-se, conquista e perde, demorando-se em vicissitudes desnorteantes.


A cada momento faz-se-lhe mais urgente a introspecção, a análise cuidadosa das aspirações, bem como dos projetos de vida.


No passado e ainda em alguns lugares no presente, homens e mulheres necessitados de paz têm buscado o silêncio em monastérios de reclusão, em eremitérios especiais, nos montes isolados, nos desertos ...


A fim de refundir o ânimo e a capacidade do povo judeu, longamente escravizado pelos egípcios, nele despertando sentimentos novos, Moisés levou-o ao deserto por quarenta anos, a fim de que tivesse tempo de avaliar a própria situação. Embora os rudes embates experimentados, criou uma cultura rígida e fiel aos postulados abraçados, que vem atravessando os milênios, sem perda do objetivo anelado.


O príncipe Sidartha Gautama, anelando pela paz, após haver experimentado o poder, a dissolução e o ócio, procurou técnicas de recolhimento sem o conseguir, até que, no deserto, adquiriu a iluminação.


Jesus, ensinando esquecimento de si mesmo, ante a imperiosa necessidade de prosseguir Uno com Deus, buscou o deserto onde jejuou por quarenta dias e quarenta noites.


Saulo de Tarso, após o encontro revolucionário com Jesus, foi para o deserto a fim de meditar, amadurecendo os conceitos novos que lhe chegaram, de modo que não lhe diminuísse o ânimo nem o devotamento, quando se resolveu por dedicar-se ao ministério de iluminação.


O deserto, facultando a solidão, o silêncio, induz o Espírito à reflexão, especialmente se buscado para essa finalidade.


Hodiernamente, o deserto pode ser considerado como a viagem de interiorização, na busca da realidade que se é.


A mente, auto-analisando-se, percebe quais as necessidades verdadeiras e aquelas secundárias que são distrações, mediante a busca do poder e do prazer, facultando-se eleger as melhores diretrizes para conseguir a superação do sofrimento, o encontro com Deus, que no mundo agitado faz-se quase impossível de o conseguir.


Nessa região inexplorada e desértica da alma, o Espírito refrigera-se na esperança, renovando a coragem para enfrentar as refregas do cotidiano, sem os atropelos injustificáveis nem os recuos proporcionados pelo desânimo.


O grande silêncio, ao qual não está acostumado invade-o, dando-lhe uma sensação de segurança e de paz, enquanto a mente desperta para o exame de si mesma, diluindo os vapores tóxicos do imediatismo, pensando no futuro irisado de bênçãos.


Ali não há lugar para conflitos, logo passam os primeiros períodos de recolhimento, quando então as ambições acalmam-se, e no seu lugar permanecem o equilíbrio e a alegria.


Em face da transitoriedade de tudo quanto é terreno, diante do permanente onde a vida se desenvolve, as questões fundamentais assomam e passam a direcionar a razão e a emoção, propiciando bem-estar, fortalecimento e harmonia.


Mesmo no convívio com as demais pessoas que se encontram em turbulência, as conquistas hauridas no deserto mais se fortalecem, estimulando ao prosseguimento das afirmações internas que agora brotam em exuberância.


A paz irradia-se do coração, e a mente encontra-se aberta às propostas do amor e da caridade, como até antes ainda não havia ocorrido.


Sem a aprendizagem na quietação da alma, nessa noite escura que o silêncio clareia de luzes formosas, o amor como a caridade são apressados, assinalados pelos interesses do ego, facilmente alteráveis, conforme o humor de cada momento. A saturação, o vazio existencial, o cansaço, assomam com freqüência porque a ação é feita de entusiasmo sem reflexão e de audácia sem sabedoria.


Conta-se que São Bernardo, certo dia, sentindo-se agitado, diante dos muitos afazeres, enquanto transitava de um para outro lado, deteve-se e refletiu: Bernardo, para onde estás correndo, se somente um destino é o correto - Jesus?! De imediato, asserenou-se, passando a resolver todas as questões em clima de alegria e de bom humor, sem pressa nem tormento.


Quando se está afadigado na busca de diferentes objetivos, superficiais uns e desnecessários outros, a vida transcorre agitada, o tempo-sem-tempo faz-se um tormento, retirando os benefícios da luta.


Por isso, torna-se necessária a ida ao deserto, a fim de conseguir-se os tesouros que proporcionam soluções adequadas e respostas próprias a todas as questões afligentes da existência.


É natural que o ser humano procure viver de maneira compatível com a época e as circunstâncias sociais em que se encontra. Todavia, é-lhe um desafio a eleição de conduta em torno da sua realidade espiritual, que não deve ser ignorada ou, quando identificada, não ser postergada .


O deserto faz parte da existência humana.

Não são poucos os indivíduos que nele se precipitam, infelizmente, nas regiões inóspitas do sentimento, vazias de realidade, abandonadas pelas aspirações superiores da vida. É o abismo da alma, ao qual se atiram aqueles que perdem os objetivos imediatistas, que desfalecem nos combates por falta de confiança em novas batalhas, que se entregam ao medo, à frustração ou se deixam consumir pela revolta, pelo ódio, pelo ressentimento ...


Nessa área de difícil saída estorcegam aqueles que se descuidaram de si mesmos e rumaram pelos caminhos sem saída apresentados pela ilusão.


Quando buscado conscientemente, para meditar, orar, descobrir-se, o deserto refloresce em uma primavera intérmina sob os cuidados de Jesus.


Joanna de Ângelis

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

PALAVRAS E ATITUDES ---------""por nossas palavras seremos justificados, e por nossas palavras seremos condenados", pois diálogos são pensamentos que se sonorizam e criam campos de energia condensada dentro e fora de nós.

 



"nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus; mas somente entrará aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus..." (Cap. XVIII, item 6)

Os bons dicionários definem comunicação como ato ou efeito de transmitir e receber mensagens e que envolve dus ou mais pessoas. É o processo de permutar conceitos, gestos, ideais ou conhecimentos, falando, escrevendo ou através do simbolismo dos sinais e expressões.

Enquanto a conversação entre dois indivíduos tem um caráter mais restrito de comunicação, as atitudes que acompanham os diálogos têm um poder de comunicação mais amplo, eloquente e determinante.

O mecanismo que envolve a comunicação divide-se em três propriedades básicas dos seres humanos e se torna possível porque usamos nossa "percepção" ou "sensibilidade" para captar as informações, depois "avaliamos" para poder interpretar e compreender a mensagem; e, finalmente, "expressamo-nos" com palavras ou atitudes, baseadas nas reações emocionais provocadas pela maneira como integramos aquela mesma mensagem.

As circunstâncias existenciais de nossa vida de relação são o resultado direto de nossas atitudes interiores. Precisamos prestar atenção nos conteúdos de informação que recebemos, não somente pelas mensagens diretas, mas também por aquelas que absorvemos entre conteúdos simbólicos, inconscientes e subentendidos, na chamada comunicação "além da comunicação" convencional.

Jesus Cristo considerou a importância da palavra aliac ao crer, quando disse: "não afeteis orar muito em vossas preces, como fazem os gentios, que pensam ser pela multidão c palavras que serão atendidos".

O Mestre disse que não seria pela "multidão de palavras que nossas súplicas seriam atendidas, mas que os sentimento silenciosos seriam fatores essenciais, ou seja, a sinceridade provida de vontade firme, intensidade e determinação, unidas pela "convicção", seriam conseqüentemente a forma ideal para os nossos pedidos e apelos à Divindade.

O simples pedido labial não tem a mesma potência do pedido estruturado em pensamentos concretos e firmes atitudes interiores. Dizer por dizer "Senhor! Senhor!" não nos dará permissão para ingressar no Reino dos Céus, "mas somente entrarão aqueles que fazem a vontade de meu Pai", quer dizer, os que usam o desejo e o empenho como alavancas propulsoras em suas palavras e solicitações.

Os estudiosos do comportamento dizem que todos nós, desde a infância, recebemos através da comunicação um maior ou menor desenvolvimento psicoemocional.

Afirmam que as informações recebidas através dos órgãos da linguagem — essencialmente dentro de casa, dos pais e irmãos, ou fora da família, dos tios, primos, avós ou amigos — agem sobre nós proporcionando recursos valiosos e determinantes sobre nosso modo de pensar, e atraem pessoas e coisas nosso redor.

Certas informações, porém, captadas pelas crianças e adolescentes, explicam esses mesmos estudiosos, são emitidas através da comunicação não-verbal: expressões orais, mímicas, trejeitos do rosto, tonalidades, suspiros, lágrimas, gestos de contrariedade ou movimento das mãos.

O comportamento, as expressões carinhosas e os monólogos da mãe com o feto na vida intra-uterina são comunicações superinfluenciadoras na estrutura emocional e espiritual das crianças em formação.

Todos nós recebemos e transmitimos mensagens articuladas constantemente, retendo ou não essas mesmas informações. Realizamos somas ou subtrações mentais com palavras e atitudes vivenciadas hoje e com outras recebidas ontem, para chegarmos a novos conceitos e conclusões da realidade.

Reconstituímos ocorrências passadas, antevemos fatos futuros, iniciamos e alteramos processos fisiológicos na intimidade de nosso organismo com nossas afirmações verbais negativas e positivas.

Assim, compreendemos que a palavra tem uma importância inegável: ela cria vínculos de natureza, mental, emocional e psicológica, altera o intercâmbio psíquico/espiritual e atua na formação de nossa personalidade, por meio da interação palavras/atitudes.

Em síntese, o poder da palavra em nossa vida é fundamental, e, se observarmos a reação de nossas afirmações e atos, descobriremos que eles não retornarão jamais vazios, mas repletos do material emitido.

Segundo o apóstolo Mateus, "por nossas palavras seremos justificados, e por nossas palavras seremos condenados", pois diálogos são pensamentos que se sonorizam e criam campos de energia condensada dentro e fora de nós.

Reformulemos, se for o caso, as comunicações ou atitudes que recebemos na infância. Se porventura foram de severidade e rispidez, se nos menosprezam com mensagens negativas constantes, repetitivas e depreciativas, poderão ser elas a razão de nossos sentimentos de inferioridade, rejeição e agressividade compulsórias.

Não diga "que dia horrível" porque simplesmente está chovendo. A dramaticidade é um dos fatores traumáticos de nossa existência, pois muitas dessas expressões despretensiosas, repetidas muitas vezes, podem-nos conduzir a verdadeiros turbilhões vivenciais.

Nossas palavras são filamentos sonoros revestidos de nossos sentimentos, e nossas atitudes são o resultado de expressões assimiladas e determinadas pelo nosso comportamento mental.

Hammed

 

sábado, 13 de fevereiro de 2021

NO SERVIÇO DA LUZ " é ainda por esse motivo que, à última hora, circulando por eles, nos tormentos da cruz, o Senhor recomendou-os à Tolerância Divina, e, ao invés de aceitarlhes injúrias e desafios, preferiu segregá-los no hospital da oração."

 Não ouvides que todos os perseguidores da luz são habitualmente enfermos do espírito acomodados ao mal.

Muitos trazem no peito o vulcão do ódio, exalando os fluidos comburentes do fogo devorador que lhes consome a vida, a se enovelarem, pouco a pouco, nas teias da loucura, quando o crime não lhes colhe a existência; outros, transportam no coração a chaga da cobiça ou da inveja a verminar-lhes o seio e ainda outros se abismam nos labirintos da ambição desregrada, abrindo para si mesmos a cova de dor, a que descerão para a bênção expiatória ...

Outros muitos, sofrem, no imo d’alma, a infestação do vício que os transforma em presa fácil dos empreiteiros da sombra e quase todos padecem na própria mente o assalto da ignorância em que se fazem, desavisados , instrumentos soezes da miséria e da insânia em verdadeiro flagelo público. 

Renteando com eles – pobres irmãos nossos que elegeram para si próprios a condição penosa de detratores – trata-os por doentes necessitados de socorro e medicamento.

Conhecendo-os, de perto, lembrou Jesus no monte a bem-aventurança reservada no mundo aos que exerçam o perdão e a misericórdia.

E, é ainda por esse motivo que, à última hora, circulando por eles, nos tormentos da cruz, o Senhor recomendou-os à Tolerância Divina, e, ao invés de aceitarlhes injúrias e desafios, preferiu segregá-los no hospital da oração.

Observa o mundo ao redor de teus passos e perceberás, na desigualdade das situações, a Justiça Divina a expressar-se com a perfeição da sabedoria e do amor.


EMMANUEL 
DO LIVRO ALVORADA DO REINO- FCX

POSTAGENS ATUAIS

AUTOCOMPAIXÃO: "Todo aquele que se faculta a autocompaixão neurótica é portador de insegurança e de complexo de inferioridade, que disfarça, recorrendo, inconscientemente, às transferências da piedade por si mesmo, sem qualquer respeito pelas demais pessoas."

  Psicologicamente,  o homem que cultiva a autopiedade desenvolve  tormentos desnecessários que o deprimem na razão direta em que a eles se ...