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segunda-feira, 26 de abril de 2021

SUBLIME AÇÃO

 

Pessoas há, imensamente generosas, que são tocadas de compaixão ante as necessidades do seu próximo e distendem-lhe mãos amigas de socorro e de amizade.


Repartem o pão, mesmo quando escasso, distribuem calor fraterno aos enregelados no abandono, brindam palavras gentis aos esfaimados de orientação.


Corteses e joviais, possuem verdadeiras fortunas de generosidade, desempenhando o seu papel de cidadania em alto clima de solidariedade.


Enquanto se encontram em posição de relevo, não se ensoberbecem e procuram auxiliar todos aqueles que lhes buscam apoio e necessitam do crescimento espiritual.


Esses homens e mulheres bem-intencionados contribuem em favor da sociedade que dignificam, mediante os bons exemplos de honradez, fomentando o progresso do grupo em que se encontram com os olhos postos no futuro da Humanidade.


Não importa se abraçam ou não qualquer religião.


Agem espontaneamente em decorrência dos sentimentos bons que lhes exornam o caráter.


Modelos sociais que se fizeram, conseguem movimentar-se em círculo de amizades prósperas, homenageados e em destaque onde se apresentam.


Tornam-se estímulos para outros, que ainda não conseguiram superar as barreiras do egoísmo nem os estigmas da indiferença ante a dor que ceifa esperanças a sua volta.


Representam biótipos que um dia se multiplicarão na Terra, tornando-se comuns, enquanto hoje rareiam.


Descobriram a arte de servir por meio da qual avançam intimoratos no rumo da própria felicidade.


Aprendendo a abrir o coração, ampliam os gestos de amor mediante as mãos solidárias ao sofrimento das demais criaturas.


Não cobram recompensa pelo que fazem, não exigem retribuição afetiva. O que praticam, realizam-no, porque lhes faz bem.


A verdadeira caridade, porém, conforme a entendia Jesus, é mais profunda, sendo benevolência para com todos, indulgência para as faltas alheias e perdão das ofensas. (Questão de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, de nº 886. Nota da autora espiritual. )


A verdadeira caridade expressa-se mediante ações morais, relevantes e graves.


Sem dúvida, a doação de alimentos, de roupas e de medicamentos, de moedas que resgatam dívidas, é valioso contributo para aquele que o recebe, evitando-lhe inomináveis padecimentos, situações desesperadoras e mesmo alucinações que terminam em desaires e crimes variados.


Toda e qualquer oferta, portanto, distendida a quem sofre, é portadora de contributo significativo em nome do Bem.


Não constituindo sacrifício para o doador, é bênção para o atendido, auxiliando o coração generoso a habituar-se no exercício da solidariedade e no cumprimento dos deveres fraternos que a vida impõe.


A ação sublime, no entanto, é mais escassa em razão dos sacrifícios de que se reveste.


A benevolência para com todos representa um sentimento de profundo amor pelo seu próximo, de compreensão pelos seus atos, por cuja manifestação identifica as suas necessidades evolutivas e não lhe cria embaraços na marcha.


A indulgência para as faltas alheias define-lhe o estágio moral avançado, após vencidas as etapas de desequilíbrio e sombra, que lhe ensinaram a entender quão difícil é a libertação dos atavismos primários que retêm na retaguarda.


O perdão das ofensas, por sua vez, é o auge das conquistas íntimas que desidentificam o ser das próprias imperfeições, porque se dá conta do quanto necessita ser perdoado, naquilo que se refere às próprias fraquezas e delitos que tem cometido.


Essa ação sublime é, sim, a verdadeira caridade como a entendia Jesus.


As dádivas de natureza material enfocam a caridade nas suas primeiras manifestações, avançando para as expressões morais, quais a benevolência para com todos os corações perversos e carentes, a tolerância ante as suas debilidades morais, olvido do mal e apoio àquele que o praticou.


Não bastará tolerar e até mesmo perdoar o mal que lhe é dirigido, mas sobretudo auxiliar aquele que derrapou na insensatez e gerou a situação infeliz. Ideal seria que esses sentimentos fossem acompanhados do olvido do erro, mas como isso independe do sentimento, estando mais afeto à memória, o treinamento de auxílio ao infrator contribui para o esquecimento da sua ação nefanda.


Treina a ação sublime no teu dia-a-dia, colocando, nas tuas práticas de bondade, as valiosas contribuições morais que te desvelem espiritualmente bem em relação ao teu próximo. Não esqueças todavia, de prosseguir no auxílio mediante as ofertas materiais de algum significado para os que necessitam desse imediato socorro.


Toma Jesus como teu modelo, sê benevolente, usando de indulgência e perdoando com total fraternidade até o momento em que consigas esquecer todo e qualquer mal para pensar somente no bem libertador.


Joanna de Ângelis

segunda-feira, 5 de abril de 2021

CONVENIÊNCIA : "Jesus nos pede desinteresse nas relações, e não imposições de conformidade com as nossas paixões. Ele nos ensina a lição de não manipularmos ocasiões, porque toda cobrança fragiliza relacionamentos, e em verdade é uma questão de tempo para que tudo venha a ruínas."

 




"... Quando derdes um jantar ou uma ceia, não convideis nem vossos amigos, nem vossos irmãos, nem vossos parentes, nem vossos vizinhos que forem ricos, de modo que eles vos convidem em seguida, a seu turno, e que, assim, retribuam o que haviam recebido de vós...) (Cap. XIII, item 7)


Fazer o bem pelo único prazer de fazê-lo, amar sinceramente dando o melhor de nós mesmos sem pensar em retribuições - eis a base do amor incondicional. A sinceridade é o melhor antídoto para afastar falsas amizades.


Convidar à mesa os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos- na recomendação de Jesus - é angariar relacionamentos satisfatórios, leais, estimulantes, sem segundas intenções.


Talvez por querermos levar vantagens e proveito em tudo, tenhamos atraído para o nosso círculo afetivo amizades vazias, distorcidas, que representam verdadeiros parasitas de nossas energias.


Por isso nos sentimos, algumas vezes, inadaptados ao meio em que vivemos. Mas se amarmos por amar, encontraremos criaturas que não se preocuparão com as escalas hierárquicas e nos aceitarão como somos.


Não esperarão de nós toda a sabedoria para todas as respostas, apenas compartilharão conosco o carinho de bons amigos. O refrão da conveniência é: "vou te amar se..."


Se me recompensares, serei teu amigo. Se me convidares, eu te prestigiarei. Se ficares sempre a meu lado, eu te amarei. Se concordares comigo, concordarei contigo.


Jesus nos pede desinteresse nas relações, e não imposições de conformidade com as nossas paixões. Ele nos ensina a lição de não manipularmos ocasiões, porque toda cobrança fragiliza relacionamentos, e em verdade é uma questão de tempo para que tudo venha a ruínas.


Os sentimentos verdadeiros não são mercadorias permutáveis, mas alimentos nutrientes das almas, os quais nos dão fortalecimento durante as provas e reerguimento perante lutas expiatórias.


Quando esperamos que os outros supram nossas carências e nos façam felizes gratuitamente, não estamos de fato amando, mas explorando-os.


Ao identificarmos jogos de manipulação, procurem relembrar nossa verdadeira missão na Terra, pois sabemos que não viemos a este mundo a fim de agradar os outros ou viver à moda deles, mas para aprender a amar a nós mesmos e a outros, sem condições.


Em muitas ocasiões, fundimos nossos sentimentos com os de outros seres — cônjuge, pais, filhos, amigos, irmãos -perdemos nossas fronteiras individuais, por ser momentaneamente conveniente e cômodo. A partir daí, esperamos sempre retribuições deles, nossos amados, e sofreremos se eles não fizerem tudo como desejamos.


Esquecemos de abrir o círculo da afetividade para outros seres e não percebemos o quanto é saudável e imensamente vitalizante essa postura. Continuamos a convidar à mesa somente aqueles com quem fazemos questão de compartilhar mútuos interesses.


Embora, de início, não avaliemos o mal que essa atitude nos causa, é provável que soframos a solidão num amanhã bem próximo, pois os laços afetivos podem ser desfeitos pela morte física ou por separações outras. Por termos restringido esses, vínculos afetivos, sentiremos certamente a tristeza de quem se acha só e abandonado como se tivesse perdido o "chão".


A observação dos jogos sociais dar-nos-á sempre uma real percepção de onde e quando existem encontros unicamente realizados para a busca de vantagens pessoais. E para que possamos promover autênticos encontros, providos de sinceridade e boas intenções, é preciso sejamos primeiramente honestos com nós mesmos, para atrairmos as legítimas aproximações, através de nossos pensamentos e propósitos de franqueza.


A vantagem dos relacionamentos sinceros é uma abertura de nossa afetividade em círculos cada vez maiores, que, por sua vez, edificarão uma atmosfera de carinho e lealdade em torno de nós mesmos, atraindo e induzindo criaturas francas e maduras a partilhar conosco toda uma existência no Amor.


Hammed

domingo, 21 de março de 2021

OS OPOSTOS : " O Sol emite raios para todas as criaturas e não distribui sua luminosidade segundo o merecimento de cada um. Assim também é o amor do Mestre: não diferencia bons e maus, certos e errados, poderosos e simples; não separa, nem divide, simplesmente ama a todos, pelo próprio prazer de amar.

 



OS OPOSTOS

"...Como continuassem a interrogá-lo, ele se ergueu e lhes disse: Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra. Depois, abaixando-se de novo, continuou a escrever sobre a terra..." (Cap. X, ítem 12)


"Aquele dentre vós que estiver sem pecado, lhe atire a primeira pedra", assim enunciou Jesus Cristo diante da mulher surpreendida em adultério. Ele conhecia a intimidade das criaturas humanas e as via como um livro completamente aberto. Sabia de suas carências e necessidades condizentes com seu grau evolutivo, bem como conhecia todo o mecanismo proveniente de sua "sombra", quer dizer, a soma de tudo aquilo que elas não desejam ter e ver em si mesmas.


O termo "sombra" foi desenvolvido por Carl Gustav Jung, eminente psiquiatra e psicólogo suiço, para conceituar o somatório dos lados rejeitados da realidade humana, que permanecem inconscientes por não querermos vê-los.


Jesus sabia que todos ali presentes fariam daquela mulher um "bode expiatório" para aliviar suas consequências de culpa, projetando sobre ela seus sentimentos e emoções não aceitos e apedrejando-a sumariamente, conforme as leis da época.


Em consequência, todos ali reunidos sentiriam momentaneamente um alívio ao executá-la, ou mesmo, "livres dos pecados", pois nela seria projetados os chamados defeitos repugnantes e desprezíveis, como se dissessem para si mesmos: "não temos nada com isso".


O Mestre, porém, induziu-os a fazer uma "instrospecção", impulsionando-os para uma viagem interior, indagando: "quem de vós não tem pecados?"


Somos, a todo instante, tentados a encobrir nossas vulnerabilidades ou "pontos fracos" por não aceitarmos ser natural que parte de nós é segura e generosa, enquanto outra duvida e é egoísta. Faz-se necessário admitirmos nossos "pecados" porque somente dessa forma iremos confrontar-nos com nossos "sótãos fechados" e promover nosso amadurecimento espiritual.


Admitindo nossos lados positivo e negativo, em outras palavras, nossa "polaridade", passaremos a observar nossa ambivalência, rejeitando assim as barreiras que nos impedem de ser autênticos. Urge que reconheçamos nossa condição humana de criaturas em processo de desenvolvimento evolucional.


Ao assumirmos, porém, nossos "opostos" como elementos naturais da estrutura humana (egoísmo-desinteresse, dominação - submissão, adulação - aversão, ciúme - indiferença, malícia- ingenuidade, vaidade - desmanzelo, apego - apatia), aprendemos a não nos comportar como o pêndulo - ora num extremo, ora no outro.


A balança volta sempre ao ponto de equilíbrio, e é justamente essa a nossa meta de aprendizagem na Terra. Nem avareza, nem esbanjamento; nem preguiça, nem superentusiasmo; nem tanto lá, nem tanto cá; tudo com "equanimidade", isto é, dando igual importância aos lados, a fim de acharmos o meio-termo.


As polaridades unidas formam a totalidade, ou a unidade, mesmo porque nossa visão depende de ambas as partes unidas, para que nossas observações e estruturas não sejam claudicantes. Em suma, unir as polaridades em nossa consciência nos torna "unos" ou seres totais.


Com essa determinação, vamos adquirir um bom nível de permeabilidade e conseguir transcender os limites e interligar nossos opostos, atingindo um estado de consciência elevada, o que permitirá que nosso consciente e nosso inconsciente se fundam numa "unidade total".


As pesquisas da atualidade analisaram as metades do cérebro e chegaram à conclusão de que cada uma tem funções, capacidades e suas respectivas áreas, onde atuam as diferentes responsabilidades da psique humana.


O lado esquerdo cuida do corpo, da linguagem, da leitura, da escrita, dos cálculos, do tempo, do pensamento digital e linear e do lado direito do corpo, entre outras coisas; enquanto que o direito se prende às percepções da forma, da sensação do espaço, da intuição,do simbolismo, da atemporidade, da música, do olfato e do lado esquerdo do corpo, entre outras funções.


Usar a totalidade cerebral é ter uma visão real da vida que nos cerca portanto, com apenas metade do cérebro, teremos a bipartição da verdade, ou melhor, a não-conexão dos opostos.


O Mestre afirmou-nos: "Eu e meu Pai somos um", querendo dizer que Ele era pleno, pois enxergava tudo no Universo como um "todo", através de sua consciência iluminada e integralizada.


Jesus não agia dividido em "pares opostos". Não pensavea e não sentia como homem ou mulher, mas como espírito imortal; não visualizava o interior e exterior, antes observava o Universo e a nós por inteiro, "dentro e fora", argumentando que o "Reino de Deus" e "as muitas moradas da Casa do Pai" estavam no exterior e, ao mesmo tempo, no interior.


Por isso, não há nada a corrigir ou a consertar em nós, a não ser melhorar a nossa própria forma de ver as coisas, aprendendo a conhecer amplamente as interligações dos opostos, a fim de atingirmos o equilíbrio perfeito.


"Pecado, em síntese, são as extremidades de nossa polaridade existencial. Daí decorre a afirmação de Jesus de Nazaré aos homens que somente olhavam um dos lados do fato naquele julgamento e que, ao mesmo tempo, escondiam sentimentos e emoções que gostariam que não existissem.


Em suma, a ferramenta vital para interligar os opostos chama-se amor, porque amar é buscar a unificação das pessoas e das coisas, pois ele quer fundir e não dividir.


O amor tem que ser absolutamente incondicional porque, enquanto for seletivo e preferencial, não será amor real. Quem ama realmente constitui um "nós", isto é, "une", sem anular o próprio "eu".


O Sol emite raios para todas as criaturas e não distribui sua luminosidade segundo o merecimento de cada um. Assim também é o amor do Mestre: não diferencia bons e maus, certos e errados, poderosos e simples; não separa, nem divide, simplesmente ama a todos, pelo próprio prazer de amar.


Hammed

sexta-feira, 5 de março de 2021

QUEM SÃO OS REGENERADOS: "" REGENERADOS SÃO OS REABILITADOS À LUZ DAS VERDADES ETERNAS . ADOTARAM JESUS COMO SÁBIO DOS SÁBIOS E, POR SEGUIREM SEUS PASSOS, FAZEM SEMPRE O SEU MELHOR.""

 



QUEM SÃO OS REGENERADOS

"Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes; a alma que se arrepende neles encontra a calma e o repouso, acabando de se depurar. Sem dúvida, nesses mundos, o homem está ainda sujeito às leis que regem a matéria.." (Cap. III, ítem 17)


Regenerados são todos aqueles que aprenderam a compartilhar deste mundo, contribuindo sempre para a sua manutenção e continuação e que ao mesmo tempo, por perceberem que recebem à medida que doam, sustentam com êxito esse fenômeno de "TROCAS INCESSANTES". São os homens que descobriram que todos estamos ligados por inúmeras formas de vida, desde o micro ao macrocosmo, e que os ciclos da natureza é que vitalizam igualmente plantas, animais e eles próprios.


Portanto, respeitam, cooperam e produzem, não pensando somente em si mesmos, mas na coletividade. Sabem que ao mesmo tempo, sozinhos ou juntos, somos todos viajantes nas estradas da vida universal, em busca de crescimento e perfeição.


Voltarem-se para si mesmos e descortinaram a presença divina em sua intimidade e, em vista disso, agora não buscam somente a exterioridade da vida, mas a abundância da vida íntima, fazendo quase sempre uma jornada cósmica para dentro do seu universo interior, na intimidade da própria alma.


Regenerados são os seres humanos que notaram que não podem modificar o mundo dos outros, mas apenas o seu próprio mundo. Que os indivíduos, lugares e ambientes não podem ser mudados, e que as únicas coisas que podem e devem ser alteradas são suas atitudes pessoais, reações e atos relacionados a esses mesmos indivíduos, lugares e ambientes de sua vida. Conseguiram angariar sabedoria em decorrência das vivências anteriores.


Diferenciam o que lhes cabe fazer e, por conseguinte, o que são deveres dos outros. Só fazem, portanto, autojulgamento, deixando a cada um realizar sua própria avaliação.


Na realidade, trazem certas competências e destrezas alicerçadas no poder de observação, por já possuírem uma considerável "coleta de dados". São consideradas criaturas sábias, por seus constantes insights, isto é, compreensÕes súbitas diante de decisões e resoluções da vida.


São homens que adquiriram a habilidade de resolver suas dificuldades com recursos novos e criativos, usando maneiras inovadoras de solucionar os acontecimentos do cotidiano. Reconhecem que a vida é uma sucessão de ocorrências interdependentes, por possuírem a capacidade de observar as relações existenciais. Sempre lançam mão dos fatos passados e os entrelaçam aos atuais, chegando à profunda compreensão das situações e de seus problemas.


Descortinaram horizontes novos, porque reservaram no dia-a-dia algum tempo para se conhecer melhor, anotando idéias e sensações a fim de esclarecer para si próprios o porquê de sentimentos desconexos, emoções variáveis e ações contraditórias, visto que tal conhecimento os ajudará a viver de forma mais serena e previsível.


Obtiveram transformações íntimas, surpreendentes, pois conseguiam se ver como realmente são. Retiram máscaras, que inicialmente lhes davam um certo conforto e segurança, já que depois, eles mesmos reconheceram que elas os aprisionavam por entre grilhões e opressões.


Aprenderam que não vale a pena representar inúmeros papéis, como se a vida fosse um grande teatro, mas sobretudo assumir sua própria missão na Terra, porque constataram que cada um tem uma quota própria de contribuição perante a Criação, e que não nasce no Planeta nenhuma criatura cuja tarefa não tenha sido predeterminada.


Regenerados são os reabilitados à luz das verdades eternas. Adotaram Jesus como o "Sábio dos Sábios" e, por seguirem Seus passos, fazem sempre o seu melhor.


Reconheceram que o erro nunca será motivo de abatimento e paralisação e sim de estímulo ao aprendizado. Por isso, seguem adiante, pacientes consigo mesmos e com os outros, ganhando cada vez mais autonomia e discernimento ante as leis de amor que regem o Universo.


Hammed

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

PRECE PELA INTERNET : "NA ATUALIDADE, GRAÇAS À INFORMÁTICA, SURGE LENTAMENTE , MAS COM VIGOR,UM NOVO GRUPO DE PREGUIÇOSOS MENTAIS QUE PRETENDEM TRANSFERIR PARA OUTROS OS DEVERES QUE LHE SÃO PERTINENTES, ENTRE OS QUAIS, O DA ORAÇÃO."

 




PRECES PELA INTERNET




Quando Jesus recomendou a oração pelo próximo, não o eximiu de orar por si mesmo.


A proposta do Mestre tem um sentido profundo, que pode ser considerado sob vários aspectos. A princípio, porque a vibração daquele que ora, encontrando ressonância vibratória no outro, ajuda-o a ter as forças renovadas. Logo depois, porque esse ato desenvolve e ajuda a manter a fraternidade.


Foi por isso, em favor da verdadeira união fraternal, que mais tarde propôs: Quando dois ou três se reunirem em meu nome eu estarei entre eles, o que não significa estar ausente quando alguém esteja a sós e O busque ...


Em face do utilitarismo e das más interpretações no passado, a acomodação mental e moral de muitos religiosos instituiu o lamentável esquema de rezadores em seu favor, enquanto permaneciam distantes da comunhão com Deus.


Esse método foi utilizado largamente, dando surgimento ao profissionalismo da oração.


Pessoas desocupadas tornaram-se intérpretes dos desejos de pagantes, intercedendo verbalmente a Deus sem qualquer emoção a benefício daqueles que as remuneravam.


Como efeito, a simonia substituiu o sentimento da prece intercessória, quando alguém, tomado de amor e de compaixão, intermedia outrem.


Na atualidade, graças à Informática, surge lentamennte, mas com vigor, um novo grupo de preguiçosos mentais que pretendem transferir para outros os deveres que lhes são pertinentes, entre os quais, o da oração.


Justificam que não dispõem de mérito para ser ouvidos por Deus e não se esforçam por consegui-lo.


Apoiam-se na desculpa sem sentido, na suposição de que ludibriam as leis soberanas da Vida, exculpando-se do dever não cumprido, por se considerarem pecadores ou infelizes, quando deveria ocorrer exatamente o contrário ...


Aplicam largos períodos de tempo solicitando orações para a saúde, para a conquista de trabalho, de amor, rogam pelos familiares encarnados e desencarnados em atentado injustificável de utilização negativa da recomendação do Mestre.


Esquecem-se de que aquele que ora, em sintonizando-se com as Fontes Geradoras de Bênçãos, enriquece-se de energias saudáveis e de paz interior.


Outros escrevem cartas longuíssimas, verdadeiros relatórios dos seus sofrimentos, reais e imaginados, repassados de queixas e de lamúrias para inspirar compaixão, descarregando nos obreiros do Bem suas aflições, verdadeiras ou supostas, desviando-os dos compromissos que abraçam, a fim de ficarem orando em seu benefício, enquanto eles mesmos se divertem na ociosidade ou se comprazem no transtorno depressivo que se permitem, sem a utilização de terapias próprias e libertadoras.


É justo que se ore pelo próximo necessitado, mas é indispensável que se oriente o irmão a orar por si mesmo.


Se ele justifica que não sabe como fazer, deves ennsiná-lo a comungar com Deus, a fim de que avance com o dinamismo do esforço pessoal, sem depender de ninguém.


A estrada da evolução será sempre palmilhada por cada um que se candidata ao processo de crescimento.


Ora, a sós ou em grupo, em favor dos enfermos que necessitam de vibrações salutares e de ondas de ternura durante as provações que experienciam. Simultaneamente, desperta-os para que façam a parte que lhes compete, a fim de poderem sintonizar com as ondas mentais que lhes ofereces, introjetando-as e beneficiando-se.


Não te desvies, porém, dos deveres que abraças para os recitativos demorados e as imprecações a Deus a benefício de outros que elegem a comodidade física e mental, distanciando-se dos labores espirituais de auto-iluminação.


Todos devem ajudar-se mutuamente, orando uns pelos outros, não, porém, sobrecarregando o seu próximo, a pretexto de que ele é mais e melhor ouvido pelo Pai.


O mérito advém do esforço que cada qual consegue aplicar em forma de devotamento ao trabalho sério e elevado, construindo uma sociedade melhor, mais ordeira e equilibrada.


Para esse mister, todos estão convidados, cada um oferecendo o que possui de melhor, mesmo que seja aparentemente de pequena monta.


Se não pode contribuir com uma seara rica de pão, tem possibilidades de oferecer alguns grãos para a ensementação valiosa.


Jesus dignificou uma dracma, modestas redes de pescar, grãos de mostarda, lírios do campo e pássaros dos céus, com eles enriquecendo as Suas inesquecíveis parábolas, demonstrando que tudo é útil e de alta significação, quando se refere à construção do Reino de Deus nos corações humanos.


Desse modo, oferece a tua dádiva.


Deus é amor que se irradia em favor dos bons e dos maus de maneira equânime.


Presente em todo o Universo, é a Vida que dá vida. Não atenderá à súplica de um justo liberando o mau das conseqüências dos seus atos infelizes, porque, desse modo, violaria Suas próprias leis de justiça.


Antes, induz todos os filhos à busca da Sua Realidade, mediante o esforço de autodepuração, ascendendo na escala moral por meio do trabalho e da incessante renovação no Bem.


Ora, portanto, penetrando-te do pensamento divino, a fim de que te possas beneficiar do sublime auxílio .


... E preces pela Internet, convenha-se, não é o melhor e mais eficaz caminho a seguir-se ...


Joanna de Ângelis

sábado, 13 de fevereiro de 2021

NO SERVIÇO DA LUZ " é ainda por esse motivo que, à última hora, circulando por eles, nos tormentos da cruz, o Senhor recomendou-os à Tolerância Divina, e, ao invés de aceitarlhes injúrias e desafios, preferiu segregá-los no hospital da oração."

 Não ouvides que todos os perseguidores da luz são habitualmente enfermos do espírito acomodados ao mal.

Muitos trazem no peito o vulcão do ódio, exalando os fluidos comburentes do fogo devorador que lhes consome a vida, a se enovelarem, pouco a pouco, nas teias da loucura, quando o crime não lhes colhe a existência; outros, transportam no coração a chaga da cobiça ou da inveja a verminar-lhes o seio e ainda outros se abismam nos labirintos da ambição desregrada, abrindo para si mesmos a cova de dor, a que descerão para a bênção expiatória ...

Outros muitos, sofrem, no imo d’alma, a infestação do vício que os transforma em presa fácil dos empreiteiros da sombra e quase todos padecem na própria mente o assalto da ignorância em que se fazem, desavisados , instrumentos soezes da miséria e da insânia em verdadeiro flagelo público. 

Renteando com eles – pobres irmãos nossos que elegeram para si próprios a condição penosa de detratores – trata-os por doentes necessitados de socorro e medicamento.

Conhecendo-os, de perto, lembrou Jesus no monte a bem-aventurança reservada no mundo aos que exerçam o perdão e a misericórdia.

E, é ainda por esse motivo que, à última hora, circulando por eles, nos tormentos da cruz, o Senhor recomendou-os à Tolerância Divina, e, ao invés de aceitarlhes injúrias e desafios, preferiu segregá-los no hospital da oração.

Observa o mundo ao redor de teus passos e perceberás, na desigualdade das situações, a Justiça Divina a expressar-se com a perfeição da sabedoria e do amor.


EMMANUEL 
DO LIVRO ALVORADA DO REINO- FCX

POSTAGENS ATUAIS

AUTOCOMPAIXÃO: "Todo aquele que se faculta a autocompaixão neurótica é portador de insegurança e de complexo de inferioridade, que disfarça, recorrendo, inconscientemente, às transferências da piedade por si mesmo, sem qualquer respeito pelas demais pessoas."

  Psicologicamente,  o homem que cultiva a autopiedade desenvolve  tormentos desnecessários que o deprimem na razão direta em que a eles se ...