MENSAGENS DE LUZ , CONSOLO E ESPERANÇA DE CONTEÚDO ESPÍRITA SOB AS BASES DA CODIFICAÇÃO DE KARDEC.
segunda-feira, 3 de maio de 2021
AUTOCOMPAIXÃO: "Todo aquele que se faculta a autocompaixão neurótica é portador de insegurança e de complexo de inferioridade, que disfarça, recorrendo, inconscientemente, às transferências da piedade por si mesmo, sem qualquer respeito pelas demais pessoas."
segunda-feira, 26 de abril de 2021
SUBLIME AÇÃO
Pessoas há, imensamente generosas, que são tocadas de compaixão ante as necessidades do seu próximo e distendem-lhe mãos amigas de socorro e de amizade.
Repartem o pão, mesmo quando escasso, distribuem calor fraterno aos enregelados no abandono, brindam palavras gentis aos esfaimados de orientação.
Corteses e joviais, possuem verdadeiras fortunas de generosidade, desempenhando o seu papel de cidadania em alto clima de solidariedade.
Enquanto se encontram em posição de relevo, não se ensoberbecem e procuram auxiliar todos aqueles que lhes buscam apoio e necessitam do crescimento espiritual.
Esses homens e mulheres bem-intencionados contribuem em favor da sociedade que dignificam, mediante os bons exemplos de honradez, fomentando o progresso do grupo em que se encontram com os olhos postos no futuro da Humanidade.
Não importa se abraçam ou não qualquer religião.
Agem espontaneamente em decorrência dos sentimentos bons que lhes exornam o caráter.
Modelos sociais que se fizeram, conseguem movimentar-se em círculo de amizades prósperas, homenageados e em destaque onde se apresentam.
Tornam-se estímulos para outros, que ainda não conseguiram superar as barreiras do egoísmo nem os estigmas da indiferença ante a dor que ceifa esperanças a sua volta.
Representam biótipos que um dia se multiplicarão na Terra, tornando-se comuns, enquanto hoje rareiam.
Descobriram a arte de servir por meio da qual avançam intimoratos no rumo da própria felicidade.
Aprendendo a abrir o coração, ampliam os gestos de amor mediante as mãos solidárias ao sofrimento das demais criaturas.
Não cobram recompensa pelo que fazem, não exigem retribuição afetiva. O que praticam, realizam-no, porque lhes faz bem.
A verdadeira caridade, porém, conforme a entendia Jesus, é mais profunda, sendo benevolência para com todos, indulgência para as faltas alheias e perdão das ofensas. (Questão de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, de nº 886. Nota da autora espiritual. )
A verdadeira caridade expressa-se mediante ações morais, relevantes e graves.
Sem dúvida, a doação de alimentos, de roupas e de medicamentos, de moedas que resgatam dívidas, é valioso contributo para aquele que o recebe, evitando-lhe inomináveis padecimentos, situações desesperadoras e mesmo alucinações que terminam em desaires e crimes variados.
Toda e qualquer oferta, portanto, distendida a quem sofre, é portadora de contributo significativo em nome do Bem.
Não constituindo sacrifício para o doador, é bênção para o atendido, auxiliando o coração generoso a habituar-se no exercício da solidariedade e no cumprimento dos deveres fraternos que a vida impõe.
A ação sublime, no entanto, é mais escassa em razão dos sacrifícios de que se reveste.
A benevolência para com todos representa um sentimento de profundo amor pelo seu próximo, de compreensão pelos seus atos, por cuja manifestação identifica as suas necessidades evolutivas e não lhe cria embaraços na marcha.
A indulgência para as faltas alheias define-lhe o estágio moral avançado, após vencidas as etapas de desequilíbrio e sombra, que lhe ensinaram a entender quão difícil é a libertação dos atavismos primários que retêm na retaguarda.
O perdão das ofensas, por sua vez, é o auge das conquistas íntimas que desidentificam o ser das próprias imperfeições, porque se dá conta do quanto necessita ser perdoado, naquilo que se refere às próprias fraquezas e delitos que tem cometido.
Essa ação sublime é, sim, a verdadeira caridade como a entendia Jesus.
As dádivas de natureza material enfocam a caridade nas suas primeiras manifestações, avançando para as expressões morais, quais a benevolência para com todos os corações perversos e carentes, a tolerância ante as suas debilidades morais, olvido do mal e apoio àquele que o praticou.
Não bastará tolerar e até mesmo perdoar o mal que lhe é dirigido, mas sobretudo auxiliar aquele que derrapou na insensatez e gerou a situação infeliz. Ideal seria que esses sentimentos fossem acompanhados do olvido do erro, mas como isso independe do sentimento, estando mais afeto à memória, o treinamento de auxílio ao infrator contribui para o esquecimento da sua ação nefanda.
Treina a ação sublime no teu dia-a-dia, colocando, nas tuas práticas de bondade, as valiosas contribuições morais que te desvelem espiritualmente bem em relação ao teu próximo. Não esqueças todavia, de prosseguir no auxílio mediante as ofertas materiais de algum significado para os que necessitam desse imediato socorro.
Toma Jesus como teu modelo, sê benevolente, usando de indulgência e perdoando com total fraternidade até o momento em que consigas esquecer todo e qualquer mal para pensar somente no bem libertador.
Joanna de Ângelis
domingo, 7 de março de 2021
AS MÁS INCLINAÇÕES: ""Insiste na sua eliminação, ampliando o campo das tuas conquistas. Cada vitória, por menor que seja, sobre os impulsos primários e prejudiciais, constituem-te conquista valiosa no rumo da Espiritualidade.""
AS MÁS INCLINAÇÕES
Essa tendência perturbadora para fazer-se o que se não deve em detrimento daquilo que é correto e ideal, remanesce na criatura humana como efeito das experiências primevas do processo da evolução.
As reações intempestivas que irrompem com violência no ser, quando contrariado, gerando desequilíbrio e deixando rastros de desespero, têm origem no instinto de conservação que ainda predomina em a natureza humana.
A propensão para o mal que não se deseja praticar e, muitas vezes, sobrepuja no comportamento, sendo responsável por lamentáveis conseqüências que poderiam ser evitadas, procede dos impulsos automáticos que permanecem, não sendo racionalizados pelo Espírito.
Essa natureza animal, que prevalece durante o ministério da reencarnação, é característica das necessidades do desenvolvimento das potencial idades espirituais que se experiencia, ao largo da evolução, trabalhando os mecanismos que as libertam, assim facultando-lhes o desabrochar.
Desse modo, o crescimento moral se realiza mediante etapas sucessivas que proporcionam a superação dos diversos fenômenos existenciais necessários, que se demoram por alguns períodos, logo depois ultrapassados.
As seqüelas, deles decorrentes, prosseguem por largo tempo na condição de atavismos que se repetem automaticamente, produzindo mal-estar ou conduzindo a aflições.
Avançando, da inconsciência em que permanece por indeterminado e longo período de tempo, para a consciência que lhe abre as portas da percepção para o divino que nele existe, o Espírito se agrilhoa demoradamente, sendo-lhe necessário investir um grande esforço, a fim de romper as algemas vigorosas.
O embrião vegetal rompe o perisperma que o guarda em germe, vencendo as pesadas camadas do solo em que se encontra sepultada a semente, atraído pelo tropismo da luz. Ascende no rumo da fonte de energia e engrandece-se, porém necessita do apoio da terra em que se fixa a planta, desenvolvendo todas as potencialidades que lhe permanecem adormecidas.
Não seja de estranhar, que ainda permaneçam no Espírito em crescimento para Deus, as fixações ancestrais decorrentes das experiências por que passou, retendo-o ou dificultando-lhe a ascese. Mediante esforço bem direcionado e constante, são vencidos os impedimentos, e os atributos de sublimação rompem o cárcere em que se demoram retidos, facultando o alcance da plenitude.
Em todos aqueles que aspiram à auto-realização, ultrapassando os limites nos quais se aprisionam, a força da retaguarda compete com a atração da Grande Luz.
Por essa razão, afirmava o Apóstolo das Gentes, conforme escreveu em Romanos: 7-15: Pois o que faço não o entendo, porque o que quero, isso não pratico, mas o que aborreço, isso eu faço.
A origem do mal se encontra no uso irregular do livre-arbítrio que, nos primórdios da evolução, ainda sem o direcionamento da consciência, elege experiências perturbadoras, aprendendo, desse modo, a selecionar aquelas que proporcionam paz e alegria de viver, ao invés daqueloutras que facultam as sensações agradáveis, mas de efeito perturbador.
À medida que o Espírito se liberta dos impulsos iniciais dos instintos e desenvolve a inteligência, consegue entender quais os valores que o enriquecem, selecionando-os e elegendo-os, de forma que o mal nele existente se vai transformando em bem real que o induzirá sempre a maior crescimento no rumo da plenitude a que aspira.
Desse modo, o mal é relativo e faz parte dos mecanismos existenciais, sendo, portanto, uma experiência iluminativa, a princípio grotesca e agressiva, transformando-se em reminiscência que sempre adverte no momento da decisão de qual o caminho a percorrer.
Em razão disso, costuma-se dizer que, muitas vezes, um mal transforma-se em um grande bem, caso o indivíduo possa dele retirar a melhor parte, aquela que lhe proporcione satisfação e sabedoria.
A questão fundamental, na ocorrência do mal, diz respeito à maneira como seja enfrentado, procurando-se evitar-lhe a fixação no comportamento que se transforma em hábito infeliz.
O conceito do bem, por sua vez, deve ser examinado fora do âmbito do egoísmo de cada pessoa, porquanto aquilo que, muitas vezes, é considerado como bom e próprio, porque favorece o interesse pessoal, em realidade decorre do mal que proporciona a outrem, transformando-se, mais cedo ou tarde, em dano, aflição, realmente um grande prejuízo.
Assim, as más inclinações são inerentes aos seres que ainda transitam da animalidade para a sua humanidade, prelúdio da sua ascese à espiritualização que os aguarda.
Na esteira do progresso, a sabedoria induz à transformação das tendências prejudiciais em aquisições benfazejas, em favor das quais devem ser investidos todos os recursos da inteligência e da razão, desde que a ascensão é inevitável, atraente e convidativa, comprazendo e felicitando.
Não lamentes, portanto, a presença das más inclinações, que lentamente te impulsionam no rumo da aquisição dos sentimentos formosos.
Quem pretende o acume da montanha não pode desdenhar as dificuldades da base em que a mesma repousa.
Quem se compraz na escuridão, somente valoriza a claridade quando por ela beneficiado.
Caminhando em pleno nevoeiro, o Sol prossegue brilhando, embora o viandante, mesmo beneficiado pelos seus raios invisíveis, não o veja. À medida que a neblina se dissipa, mais favoráveis se apresentam os recursos que o indivíduo alcança, olvidando-se, logo depois, da bruma que o confundia na região ora vencida.
O mesmo fenômeno acontece com as más inclinações. Não te detenhas, pois, porque ainda assinalas-lhes a presença no teu mundo interior e no teu comportamento externo.
Insiste na sua eliminação, ampliando o campo das tuas conquistas. Cada vitória, por menor que seja, sobre os impulsos primários e prejudiciais, constituem-te conquista valiosa no rumo da Espiritualidade.
Da mesma forma como não te deves afligir por vivenciar esses impulsos ancestrais, não te permitas acomodar ante as suas manifestações.
Medita e considera a excelente oportunidade de que dispões para o crescimento íntimo por meio do bem, laborando afanosamente pela tua transformação moral para melhor, sempre e incessantemente.
A escada ascensional não possui último degrau, sempre havendo patamares mais altos que aguardam pelos argonautas espirituais.
Jesus desceu até o ser humano na pequenez deste, a fim de que a Sua grandeza servisse-lhe de estímulo para crescer até Ele.
Não te detenhas!
Joanna de Ângelis
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
PRECE PELA INTERNET : "NA ATUALIDADE, GRAÇAS À INFORMÁTICA, SURGE LENTAMENTE , MAS COM VIGOR,UM NOVO GRUPO DE PREGUIÇOSOS MENTAIS QUE PRETENDEM TRANSFERIR PARA OUTROS OS DEVERES QUE LHE SÃO PERTINENTES, ENTRE OS QUAIS, O DA ORAÇÃO."
PRECES PELA INTERNET
Quando Jesus recomendou a oração pelo próximo, não o eximiu de orar por si mesmo.
A proposta do Mestre tem um sentido profundo, que pode ser considerado sob vários aspectos. A princípio, porque a vibração daquele que ora, encontrando ressonância vibratória no outro, ajuda-o a ter as forças renovadas. Logo depois, porque esse ato desenvolve e ajuda a manter a fraternidade.
Foi por isso, em favor da verdadeira união fraternal, que mais tarde propôs: Quando dois ou três se reunirem em meu nome eu estarei entre eles, o que não significa estar ausente quando alguém esteja a sós e O busque ...
Em face do utilitarismo e das más interpretações no passado, a acomodação mental e moral de muitos religiosos instituiu o lamentável esquema de rezadores em seu favor, enquanto permaneciam distantes da comunhão com Deus.
Esse método foi utilizado largamente, dando surgimento ao profissionalismo da oração.
Pessoas desocupadas tornaram-se intérpretes dos desejos de pagantes, intercedendo verbalmente a Deus sem qualquer emoção a benefício daqueles que as remuneravam.
Como efeito, a simonia substituiu o sentimento da prece intercessória, quando alguém, tomado de amor e de compaixão, intermedia outrem.
Na atualidade, graças à Informática, surge lentamennte, mas com vigor, um novo grupo de preguiçosos mentais que pretendem transferir para outros os deveres que lhes são pertinentes, entre os quais, o da oração.
Justificam que não dispõem de mérito para ser ouvidos por Deus e não se esforçam por consegui-lo.
Apoiam-se na desculpa sem sentido, na suposição de que ludibriam as leis soberanas da Vida, exculpando-se do dever não cumprido, por se considerarem pecadores ou infelizes, quando deveria ocorrer exatamente o contrário ...
Aplicam largos períodos de tempo solicitando orações para a saúde, para a conquista de trabalho, de amor, rogam pelos familiares encarnados e desencarnados em atentado injustificável de utilização negativa da recomendação do Mestre.
Esquecem-se de que aquele que ora, em sintonizando-se com as Fontes Geradoras de Bênçãos, enriquece-se de energias saudáveis e de paz interior.
Outros escrevem cartas longuíssimas, verdadeiros relatórios dos seus sofrimentos, reais e imaginados, repassados de queixas e de lamúrias para inspirar compaixão, descarregando nos obreiros do Bem suas aflições, verdadeiras ou supostas, desviando-os dos compromissos que abraçam, a fim de ficarem orando em seu benefício, enquanto eles mesmos se divertem na ociosidade ou se comprazem no transtorno depressivo que se permitem, sem a utilização de terapias próprias e libertadoras.
É justo que se ore pelo próximo necessitado, mas é indispensável que se oriente o irmão a orar por si mesmo.
Se ele justifica que não sabe como fazer, deves ennsiná-lo a comungar com Deus, a fim de que avance com o dinamismo do esforço pessoal, sem depender de ninguém.
A estrada da evolução será sempre palmilhada por cada um que se candidata ao processo de crescimento.
Ora, a sós ou em grupo, em favor dos enfermos que necessitam de vibrações salutares e de ondas de ternura durante as provações que experienciam. Simultaneamente, desperta-os para que façam a parte que lhes compete, a fim de poderem sintonizar com as ondas mentais que lhes ofereces, introjetando-as e beneficiando-se.
Não te desvies, porém, dos deveres que abraças para os recitativos demorados e as imprecações a Deus a benefício de outros que elegem a comodidade física e mental, distanciando-se dos labores espirituais de auto-iluminação.
Todos devem ajudar-se mutuamente, orando uns pelos outros, não, porém, sobrecarregando o seu próximo, a pretexto de que ele é mais e melhor ouvido pelo Pai.
O mérito advém do esforço que cada qual consegue aplicar em forma de devotamento ao trabalho sério e elevado, construindo uma sociedade melhor, mais ordeira e equilibrada.
Para esse mister, todos estão convidados, cada um oferecendo o que possui de melhor, mesmo que seja aparentemente de pequena monta.
Se não pode contribuir com uma seara rica de pão, tem possibilidades de oferecer alguns grãos para a ensementação valiosa.
Jesus dignificou uma dracma, modestas redes de pescar, grãos de mostarda, lírios do campo e pássaros dos céus, com eles enriquecendo as Suas inesquecíveis parábolas, demonstrando que tudo é útil e de alta significação, quando se refere à construção do Reino de Deus nos corações humanos.
Desse modo, oferece a tua dádiva.
Deus é amor que se irradia em favor dos bons e dos maus de maneira equânime.
Presente em todo o Universo, é a Vida que dá vida. Não atenderá à súplica de um justo liberando o mau das conseqüências dos seus atos infelizes, porque, desse modo, violaria Suas próprias leis de justiça.
Antes, induz todos os filhos à busca da Sua Realidade, mediante o esforço de autodepuração, ascendendo na escala moral por meio do trabalho e da incessante renovação no Bem.
Ora, portanto, penetrando-te do pensamento divino, a fim de que te possas beneficiar do sublime auxílio .
... E preces pela Internet, convenha-se, não é o melhor e mais eficaz caminho a seguir-se ...
Joanna de Ângelis
sábado, 20 de fevereiro de 2021
O DESERTO "Hodiernamente, o deserto pode ser considerado como a viagem de interiorização, na busca da realidade que se é. A mente, auto-analisando-se, percebe quais as necessidades verdadeiras e aquelas secundárias que são distrações, mediante a busca do poder e do prazer, facultando-se eleger as melhores diretrizes para conseguir a superação do sofrimento, o encontro com Deus, que no mundo agitado faz-se quase impossível de o conseguir. Nessa região inexplorada e desértica da alma, o Espírito refrigera-se na esperança, renovando a coragem para enfrentar as refregas do cotidiano""
O DESERTO
Em face da balbúrdia que estruge voluptuosa em toda parte, o ser humano movimenta-se aturdido, sem rumo.
A sensibilidade emocional aguçada, em decorrência da ansiedade como da frustração, torna-o insatisfeito, atormentado, paranóide com tendência esquizóide que o vergasta, infelicitando-o.
Os apelos incessantes para as extravagâncias e os apetites sexuais desorganizam-no interiormente, fazendo-o sentir-se incompleto, mesmo quando tudo, aparentemente, se encontra com aspecto compensador.
Ocorre que o Espírito é o ser fundamental e não o corpo, ao qual se imanta pela necessidade de evolução, permanecendo escravo, quando jovem, pelo que gostaria de fruir e quando idoso, lamentando o que não desfrutou.
Essa dificuldade de entender o objetivo real da vida proporciona-lhe um comportamento paradoxal, pois que, podendo conquistar a liberdade, demora-se na escravidão espontânea, vivenciar a felicidade, fixa-se nos tormentos, conseguir o bem-estar pleno, detém-se na insegurança do que já dispõe.
Cada um vive exteriormente as paisagens íntimas que cultiva.
Apegando-se aos valores relativos do mundo, alegra-se e aflige-se, conquista e perde, demorando-se em vicissitudes desnorteantes.
A cada momento faz-se-lhe mais urgente a introspecção, a análise cuidadosa das aspirações, bem como dos projetos de vida.
No passado e ainda em alguns lugares no presente, homens e mulheres necessitados de paz têm buscado o silêncio em monastérios de reclusão, em eremitérios especiais, nos montes isolados, nos desertos ...
A fim de refundir o ânimo e a capacidade do povo judeu, longamente escravizado pelos egípcios, nele despertando sentimentos novos, Moisés levou-o ao deserto por quarenta anos, a fim de que tivesse tempo de avaliar a própria situação. Embora os rudes embates experimentados, criou uma cultura rígida e fiel aos postulados abraçados, que vem atravessando os milênios, sem perda do objetivo anelado.
O príncipe Sidartha Gautama, anelando pela paz, após haver experimentado o poder, a dissolução e o ócio, procurou técnicas de recolhimento sem o conseguir, até que, no deserto, adquiriu a iluminação.
Jesus, ensinando esquecimento de si mesmo, ante a imperiosa necessidade de prosseguir Uno com Deus, buscou o deserto onde jejuou por quarenta dias e quarenta noites.
Saulo de Tarso, após o encontro revolucionário com Jesus, foi para o deserto a fim de meditar, amadurecendo os conceitos novos que lhe chegaram, de modo que não lhe diminuísse o ânimo nem o devotamento, quando se resolveu por dedicar-se ao ministério de iluminação.
O deserto, facultando a solidão, o silêncio, induz o Espírito à reflexão, especialmente se buscado para essa finalidade.
Hodiernamente, o deserto pode ser considerado como a viagem de interiorização, na busca da realidade que se é.
A mente, auto-analisando-se, percebe quais as necessidades verdadeiras e aquelas secundárias que são distrações, mediante a busca do poder e do prazer, facultando-se eleger as melhores diretrizes para conseguir a superação do sofrimento, o encontro com Deus, que no mundo agitado faz-se quase impossível de o conseguir.
Nessa região inexplorada e desértica da alma, o Espírito refrigera-se na esperança, renovando a coragem para enfrentar as refregas do cotidiano, sem os atropelos injustificáveis nem os recuos proporcionados pelo desânimo.
O grande silêncio, ao qual não está acostumado invade-o, dando-lhe uma sensação de segurança e de paz, enquanto a mente desperta para o exame de si mesma, diluindo os vapores tóxicos do imediatismo, pensando no futuro irisado de bênçãos.
Ali não há lugar para conflitos, logo passam os primeiros períodos de recolhimento, quando então as ambições acalmam-se, e no seu lugar permanecem o equilíbrio e a alegria.
Em face da transitoriedade de tudo quanto é terreno, diante do permanente onde a vida se desenvolve, as questões fundamentais assomam e passam a direcionar a razão e a emoção, propiciando bem-estar, fortalecimento e harmonia.
Mesmo no convívio com as demais pessoas que se encontram em turbulência, as conquistas hauridas no deserto mais se fortalecem, estimulando ao prosseguimento das afirmações internas que agora brotam em exuberância.
A paz irradia-se do coração, e a mente encontra-se aberta às propostas do amor e da caridade, como até antes ainda não havia ocorrido.
Sem a aprendizagem na quietação da alma, nessa noite escura que o silêncio clareia de luzes formosas, o amor como a caridade são apressados, assinalados pelos interesses do ego, facilmente alteráveis, conforme o humor de cada momento. A saturação, o vazio existencial, o cansaço, assomam com freqüência porque a ação é feita de entusiasmo sem reflexão e de audácia sem sabedoria.
Conta-se que São Bernardo, certo dia, sentindo-se agitado, diante dos muitos afazeres, enquanto transitava de um para outro lado, deteve-se e refletiu: Bernardo, para onde estás correndo, se somente um destino é o correto - Jesus?! De imediato, asserenou-se, passando a resolver todas as questões em clima de alegria e de bom humor, sem pressa nem tormento.
Quando se está afadigado na busca de diferentes objetivos, superficiais uns e desnecessários outros, a vida transcorre agitada, o tempo-sem-tempo faz-se um tormento, retirando os benefícios da luta.
Por isso, torna-se necessária a ida ao deserto, a fim de conseguir-se os tesouros que proporcionam soluções adequadas e respostas próprias a todas as questões afligentes da existência.
É natural que o ser humano procure viver de maneira compatível com a época e as circunstâncias sociais em que se encontra. Todavia, é-lhe um desafio a eleição de conduta em torno da sua realidade espiritual, que não deve ser ignorada ou, quando identificada, não ser postergada .
O deserto faz parte da existência humana.
Não são poucos os indivíduos que nele se precipitam, infelizmente, nas regiões inóspitas do sentimento, vazias de realidade, abandonadas pelas aspirações superiores da vida. É o abismo da alma, ao qual se atiram aqueles que perdem os objetivos imediatistas, que desfalecem nos combates por falta de confiança em novas batalhas, que se entregam ao medo, à frustração ou se deixam consumir pela revolta, pelo ódio, pelo ressentimento ...
Nessa área de difícil saída estorcegam aqueles que se descuidaram de si mesmos e rumaram pelos caminhos sem saída apresentados pela ilusão.
Quando buscado conscientemente, para meditar, orar, descobrir-se, o deserto refloresce em uma primavera intérmina sob os cuidados de Jesus.
Joanna de Ângelis
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
VISITAR ENFERMOS '''' FAZE-TE PRESENTE JUNTO AOS ENFERMOS, QUANTO TE SEJA POSSÍVE. A SAÚDE, NA TERRA, É DOM PRECIOSO , QUE SOFRE PERIÓDICAS ALTERAÇÕES , CONVIDANDO AS PAUSAS DE REFLEXÃO E DE ESFORÇO INTERIOR.[...] NA DOENÇA, TODOS SE RENOVAM COM UM SORRISO GENTIL, UMA PALAVRA DE ÂNIMO , UMA VISITA FRATERNAL , DEMONSTRANDO-LHES QUE NÃO ESTÃO A SÓS NO TESTEMUNHO EVOLUTIVO.""
VISITAR ENFEMOS :
A vida moderna exaustiva e, às vezes, extravagante, por necessidades reais e imaginárias, toma as horas físicas e mentais dos seres humanos, sobrecarregando-os de preocupações que os estressam. Em conseqüência, os distúrbios de comportamento aumentam a sua estatística tormentosa, demonstrando que as grandes conquistas de fora não conseguiram harmonizar a criatura interior.
A desenfreada ansiedade e a incessante busca pela posse de artefatos e de coisas para preencher o vazio existencial, de forma alguma lograram plenificar aquele que se afadiga pelo conseguir.
Aplicando todo o tempo disponível na realização desse objetivo que parece básico para uma existência feliz, empenha-se cada vez mais, não se dando conta de outros valores que permanecem aguardando a sua atenção e interesse.
Dessa forma, após conseguirem aquela meta inicial, perdem o encanto todos aqueles que assim procediam, transferindo para as coisas o tormento íntimo, continuando tão frustrados quanto antes, por constatar a falta de sentido e de significação de que aparentemente se revestem.
Somente possui valor aquilo que pode ser envolvido pelo amor, preenchido pelo amor, irradiando amor.
Não é, pois, na quantidade, que está a solução dos problemas emocionais, mas na qualidade da conquista, no seu objetivo relevante.
Em face dessa circunstância, a que representa ambição desmedida, as amizades são apressadas, os conhecimentos humanos são superficiais, as afeições são interesseiras, não harmonizando de forma significativa a emoção pessoal.
Diz-se que esse é um mecanismo de autodefesa, de que se utilizam as criaturas humanas, a fim de evitarem sofrer dilacerações interiores, prejuízos psicológicos, tendo em vista os insucessos iniciais experimentados.
Não têm razão, porém, esses que assim pensam. O importante não é a resposta que advém da oferta que se faz, mas é, ela em si mesma, que tem significação, mediante o enriquecedor ato praticado.
Se, por acaso, produz conseqüências inamistosas ou gravames perturbadores, a raiz desse efeito encontra-se naquele que responde mal ao bem que recebe, merecendo ser realmente assistido, porque é portador de desequilíbrio e de tormentos, de que talvez não se dê conta.
O escrúpulo, que nasce do pessimismo, é tão negativo quanto o entusiasmo, que resulta da irreflexão.
Dessa forma, amigos surgem, passam e desaparecem, substituídos por outros igualmente transitórios, rápidos.
Vale, porém, a pena, investir mais no ser humano, oferecer-lhe mais luz de entendimento e de confiança, de respeito e de estima.
Altera, portanto, a tua maneira de relacionar-te. Cuida mais e melhor dos teus conhecidos e evita revidar com animosidade as ondas mentais molestas que te enviam os inimigos.
Reserva-te alguns minutos diários para a fraternidade, embora a agitação dos teus compromissos, e constatarás quanto este comportamento te fará bem.
Nem todos que se te acercam são frívolos ou insensatos, como pensas. Examina com mais cuidado as pessoas a quem te afeiçoas e descobrirás tesouros de amizade que te surpreenderão.
Há muitos amigos que te estimam, e quando desaparecem da tua presença, talvez não seja por ingratidão ou indiferença, mas porque foram compelidos a distância, porque passam por dificuldades que desconheces, por compromissos novos, ou vitimados por enfermidades.
Procura informar-te sobre eles, quando lhes notes a falta.
Se enfermos, visita-os, levando-lhes a tua solidariedade, a tua palavra de amizade, a chama da tua fé espiritual.
Essa atitude constitui generosa fonte de caridade que é pouco praticada.
Se, de todo, as circunstâncias não te permitirem, embora sempre possas fazê-lo se te empenhares honestamente, escreve-lhes algo, endereça-lhes vibrações de saúde, telefona-lhes, diz-lhes que os estimas e que lhes sentes a ausência.
Faze-te presente junto aos enfermos, quanto te seja possível. A saúde, na Terra, é dom precioso, que sofre periódicas alterações, convidando a pausas de reflexão e de esforço interior.
Usa-a para espalhar o bem-estar e não apenas para amealhar valores passageiros.
Aplica-a também em favor do teu próximo, o irmão que padece enfermidades e experimenta sofrimentos, muitas vezes disfarçados em sorrisos pálidos e rostos esquálidos.
Assim agindo, distribuindo bênçãos, recolherás preciosas gemas de paz e de bem-estar.
Somente é possível valorizar-se algo, quando se tem carência ou necessidade inadiável.
Na doença, todos se renovam com um sorriso gentil, uma palavra de ânimo, uma visita fraternal, demonstrando-lhes que não estão a sós no testemunho evolutivo.
Doa, portanto, hoje, e estarás acumulando haveres que não enferrujam, as traças não roem, os ladrões não roubam.
Quando visitares enfermos, não lhes imponhas a descrição do seu quadro orgânico ou emocional, exigindo que te narre o problema de saúde que vem sofrendo.
Se te aborda o tema, ouve-o com atenção e evita aumentar-lhe a preocupação, falando sobre outros dramas e tragédias do teu conhecimento.
Sê otimista sem exagero, realista sem crueza. Conversa, edificando, se a ocasião o permitir.
Não prolongues a tua visita, tornando-a cansativa. Atua de forma que o paciente anele pelo teu retorno à sua cabeceira.
Conforta-o com uma leitura edificante, com notícias auspiciosas, com uma oração refazente.
Se ele solicitar-te a aplicação de passes, faze-o sem jactância, não deixando falsa impressão de cura milagrosa ou pronto restabelecimento. A caridade é gentil e discreta, bondosa e calmante.
Diante de alguém enfermo, recorda-te de Jesus e entrega-o à Sua proteção, procurando ser o instrumento de que Ele se possa utilizar para encorajá-lo e apaziguá-lo.
Sempre, pois, que possível, visita os irmãos que se encontram enfermos.
Joanna de Ângelis
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
OUVIR COM O CORAÇÃO ""SOMENTE QUANDO SE PODE OUVIR COM O CORAÇÃO, É QUE A MENSAGEM ENCONTRA RESSONÃNCIA E PODE REPERCUTIR NA ALMA QUE CHORA"
OUVIR COM O CORAÇÃO
Além da faculdade de escutar-se com os ouvidos, pode-se fazê-lo também com a mente, com a emoção, com interesse, com malícia, com descaso, com ressentimento, com alegria, com o coração ...
A arte de ouvir é muito complexa.
Normalmente se ouvem as informações pensando-se em outras questões que predominam, desviando a atenção e impedindo que se fixem as impressões daquilo que se informa.
Algumas vezes, ouvem-se as narrativas que são apresentadas com estados de espírito crítico e perdem-se os melhores conteúdos, porque não estão de acordo com o pensamento e a conduta de quem escuta.
Em diversas oportunidades, ouvem-se as pessoas com indiferença, pensando-se nos próprios problemas e inquietações, distantes do sofrimento alheio, por considerar-se muito grande o próprio.
É comum ouvir-se por obrigação social ou circunstancial, estando-se noutro lugar e situação mental, embora fisicamente ao lado.
As criaturas humanas convivem umas com as outras, mantendo-se sempre estranhas, não conseguindo sair do próprio cárcere em que restringem os passos, embora preservando a aparência de livres.
Por conseqüência, a solidão e a depressão aumentam na razão direta em que se avolumam os grupos sociais, sempre ávidos de novidades e posses transitóriias, quase coisas nenhumas.
A saturação que decorre do mesmismo, das atividades repetitivas, embora de alta gravidade, que terminam por se transformar em corriqueiras para quem as escuta, responde pelo aturdimento e desinteresse daqueles que se colocam na condição de ouvintes.
Especialmente as pessoas que escutam as narrações dos sofrimentos humanos, de tal forma se acostumam com os dramas e tragédias que, por mecanismo defensivo, distanciam-se dos fatos e oferecem palavras destituídas de emoção e de significado, que momentaneamente atendem aos aflitos, sem os confortar com segurança.
É compreensível essa atitude, porque também são indivíduos que sofrem pressões, angústias, ansiedades e organizam programas de felicidade que não se completam conforme gostariam.
Tornam-se, desse modo, ouvintes insensíveis. Despertando para a circunstância aflitiva, de que eles também necessitariam de ser ouvidos e orientados, na solidão em que se encontram, nas necessidades a que estão expostos, são induzidos a fazer uma avaliação de conduta, mudando de atitude em relação àqueles que os buscam.
Passam então a ouvi-las com o coração.
Isto é, participam da narrativa do outro com espírito solidário, saindo da própria solidão.
Ouvir com o coração!
Quem narra um drama é gente que, como tal, deve ser considerada.
Não é um caso a mais, um cliente, um necessitado, um pesadelo do qual se deve descartar.
Está sobrecarregada e não sabe como prosseguir.
Necessita de ajuda. Requer atenção.
Pode ser molesto para quem ouve. No entanto, uma palavra dita com o coração consegue o milagre de modificar-lhe a visão em torno do que lhe ocorre, encorajando-a para prosseguir no cometimento.
Um sorriso de compreensão dá-lhe um sinal de que está sendo entendida e encontrou alguém que com ela simpatiza e dispõe-se a ser-lhe amigo.
Escasseiam os amigos, os afetos verdadeiros. Multiplicam-se aqueles que fazem parte dos mortos-vivos da sociedade consumista, quando ela necessita de seres que pensam e que sentem, vibrando em espírito de solidariedade.
Cada pessoa é um país a conquistar-se e a ser conquistado.
Particularmente, quando está fragilizada, isolada na ilha da sua aflição, perdida na fixação do sofrimento, anseia por outrem que lhe possa arrancar a âncora infeliz que lhe retém a embarcação existencial nesse penhasco sombrio.
Somente quando se pode ouvir com o coração, é que a mensagem encontra ressonância e pode repercutir na alma que chora.
Não poucas vezes, o cansaço que a todos acomete, a irritação que se deriva dos problemas quotidianos, o mal-estar decorrente dos problemas existenciais armam o indivíduo de indiferença pelo seu próximo, tapando-lhe os ouvidos do coração.
Jesus o disse com muita propriedade: ... Eles têm ouvidos, mas não ouvem.
Os seus são ouvidos bloqueados para o mundo exterior, em razão dos conflitos internos e dos estrídulos sons morais que os estremecem e agoniam.
Há, no entanto, uma forma para a mudança de conduta, beneficiando-se e auxiliando aos demais.
Procurar ouvir em cada ser uma história, como se fosse um escritor, um jornalista, alguém interessado na outra vida.
Descobrir o novo, o inusitado no seu próximo, com olhos mais percucientes, penetrando no âmago da ocorrência.
Deixar-se inspirar pelo outro, pela sua necessidade, pela sua aflição, pela sua alegria e mensagem, quando isso ocorrer.
Além de ouvir, oferecer algo em troca: uma palavra alentadora, um gesto fraternal em forma de abraço, um sorriso compassivo, qualquer coisa que responda ao suplicante de maneira encorajadora.
Ampliar o coração no rumo de quem fala ou de quem apenas, em silêncio, demonstra a sua terrível aflição.
Ouvir com o coração é também uma forma feliz de falar com o coração, mediante ou não o uso de palavras.
É vibração de amor que se expande e que retorna em música de solidariedade.
Os médicos, invariavelmente, utilizando-se do estetoscópio, auscultam o coração dos seus pacientes, mas raramente escutam a mensagem discreta que ele transmite, pedindo socorro fraternal, ajuda emocional, bondade estimuladora.
Aprende, tu, a ouvir com o coração, tudo quanto outros corações estejam procurando dizer-te. Descobrirás um mundo totalmente novo, enriquecedor, no qual te encontras e ainda não havias percebido, alegrando-te com a honra imensa de estar nele e ajudá-lo a ser cada vez mais feliz.
Joanna de Ângelis
POSTAGENS ATUAIS
AUTOCOMPAIXÃO: "Todo aquele que se faculta a autocompaixão neurótica é portador de insegurança e de complexo de inferioridade, que disfarça, recorrendo, inconscientemente, às transferências da piedade por si mesmo, sem qualquer respeito pelas demais pessoas."
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FRAGMENTOS DO TEXTO [...]Afirmam os seres que guiam a Humanidade, que o ódio é o amor que enlouqueceu. Sim, o ódio é o amor que adoeceu, p...
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