MENSAGENS DE LUZ , CONSOLO E ESPERANÇA DE CONTEÚDO ESPÍRITA SOB AS BASES DA CODIFICAÇÃO DE KARDEC.
sábado, 6 de março de 2021
sexta-feira, 5 de março de 2021
QUEM SÃO OS REGENERADOS: "" REGENERADOS SÃO OS REABILITADOS À LUZ DAS VERDADES ETERNAS . ADOTARAM JESUS COMO SÁBIO DOS SÁBIOS E, POR SEGUIREM SEUS PASSOS, FAZEM SEMPRE O SEU MELHOR.""
QUEM SÃO OS REGENERADOS
"Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes; a alma que se arrepende neles encontra a calma e o repouso, acabando de se depurar. Sem dúvida, nesses mundos, o homem está ainda sujeito às leis que regem a matéria.." (Cap. III, ítem 17)
Regenerados são todos aqueles que aprenderam a compartilhar deste mundo, contribuindo sempre para a sua manutenção e continuação e que ao mesmo tempo, por perceberem que recebem à medida que doam, sustentam com êxito esse fenômeno de "TROCAS INCESSANTES". São os homens que descobriram que todos estamos ligados por inúmeras formas de vida, desde o micro ao macrocosmo, e que os ciclos da natureza é que vitalizam igualmente plantas, animais e eles próprios.
Portanto, respeitam, cooperam e produzem, não pensando somente em si mesmos, mas na coletividade. Sabem que ao mesmo tempo, sozinhos ou juntos, somos todos viajantes nas estradas da vida universal, em busca de crescimento e perfeição.
Voltarem-se para si mesmos e descortinaram a presença divina em sua intimidade e, em vista disso, agora não buscam somente a exterioridade da vida, mas a abundância da vida íntima, fazendo quase sempre uma jornada cósmica para dentro do seu universo interior, na intimidade da própria alma.
Regenerados são os seres humanos que notaram que não podem modificar o mundo dos outros, mas apenas o seu próprio mundo. Que os indivíduos, lugares e ambientes não podem ser mudados, e que as únicas coisas que podem e devem ser alteradas são suas atitudes pessoais, reações e atos relacionados a esses mesmos indivíduos, lugares e ambientes de sua vida. Conseguiram angariar sabedoria em decorrência das vivências anteriores.
Diferenciam o que lhes cabe fazer e, por conseguinte, o que são deveres dos outros. Só fazem, portanto, autojulgamento, deixando a cada um realizar sua própria avaliação.
Na realidade, trazem certas competências e destrezas alicerçadas no poder de observação, por já possuírem uma considerável "coleta de dados". São consideradas criaturas sábias, por seus constantes insights, isto é, compreensÕes súbitas diante de decisões e resoluções da vida.
São homens que adquiriram a habilidade de resolver suas dificuldades com recursos novos e criativos, usando maneiras inovadoras de solucionar os acontecimentos do cotidiano. Reconhecem que a vida é uma sucessão de ocorrências interdependentes, por possuírem a capacidade de observar as relações existenciais. Sempre lançam mão dos fatos passados e os entrelaçam aos atuais, chegando à profunda compreensão das situações e de seus problemas.
Descortinaram horizontes novos, porque reservaram no dia-a-dia algum tempo para se conhecer melhor, anotando idéias e sensações a fim de esclarecer para si próprios o porquê de sentimentos desconexos, emoções variáveis e ações contraditórias, visto que tal conhecimento os ajudará a viver de forma mais serena e previsível.
Obtiveram transformações íntimas, surpreendentes, pois conseguiam se ver como realmente são. Retiram máscaras, que inicialmente lhes davam um certo conforto e segurança, já que depois, eles mesmos reconheceram que elas os aprisionavam por entre grilhões e opressões.
Aprenderam que não vale a pena representar inúmeros papéis, como se a vida fosse um grande teatro, mas sobretudo assumir sua própria missão na Terra, porque constataram que cada um tem uma quota própria de contribuição perante a Criação, e que não nasce no Planeta nenhuma criatura cuja tarefa não tenha sido predeterminada.
Regenerados são os reabilitados à luz das verdades eternas. Adotaram Jesus como o "Sábio dos Sábios" e, por seguirem Seus passos, fazem sempre o seu melhor.
Reconheceram que o erro nunca será motivo de abatimento e paralisação e sim de estímulo ao aprendizado. Por isso, seguem adiante, pacientes consigo mesmos e com os outros, ganhando cada vez mais autonomia e discernimento ante as leis de amor que regem o Universo.
Hammed
segunda-feira, 1 de março de 2021
ESTADO MENTAL : "...EIS O ANTÍDODO CONTRA O EGOÍSMO: " NÃO FAZER AOS OUTROS O QUE NÃO GOSTARÍAMOS QUE OS OUTROS FIZESSEM..."
ESTADO MENTAL
"...O egoísmo é, pois, o objetivo para o qual todos os verdadeiros crentes devem dirigir suas armas, suas forças e sua coragem; digo coragem porque é preciso mais coragem para vencer a si mesmo do que para vencer os outros..." (Cap. XI, item 11)
Para que atinja a espiritualidade, já afirmavam as antigas religiões do Oriente, seria preciso que o homem se apartasse do "maya", que são as ilusões da existência, do nascimento e da morte.
Para que pudesse conquistar o "nirvana", diziam que seria imperativo extinguir todo o desejo de ser, aniquilando assim o "ego", que é a individualidade exaltada e distraída pelas fantasias do mundo.
Ao mesmo tempo, encontrarmos Jesus Cristo instruindo-nos que, para alcançarmos o "Reino de Deus", é preciso nos despojarmos do "egoísmo", o terrível adversário do progresso espiritual.
As Bem-aventuranças do Mestre nada mais são do que vias para se alcançar a iluminação, ou seja, elevar-se através da mansuetude, humildade e simplicidade, abandonando todo sentimento de personalismo.
A moderna psicologia tem toda a atenção voltada para que as pessoas entrem em contato com a realidade e terminem com suas ilusões, que são as causas da distorção de sua visão e percepção de si mesmas em relação às outras.
O "maya" das religiões orientais era tudo que impedia as almas de atingir o estado de "bem-aventurados", também conceituado como "nirvana" ou "reino dos céus", conforme as diferentes denominações e crenças religiosas.
É realmente a ilusão de satisfazermos os próprios interesses em detrimento dos interesses dos outros que caracteriza o estado de egoísmo — um conjunto enorme de ilusões, que nos tira do senso de realidade e de uma compreensão mais acurada de tudo e de todos.
"Não devo ser contrariado", "Preciso controlar os outros", "Sou dono da verdade", "Nunca poderia ter acontecido comigo" são atitudes ilusórias herdadas por nós de crenças despóticas e prepotentes, filhas da egolatria, ou seja, do "culto ao eu".
As ilusões de "tudo para mim" ou de "tudo girar em torno de mim" vêm do interesse individualista, resquício da animalidade por onde transitamos, em priscas eras, em contato com os reinos menores da natureza.
A caça no mundo animal nada mais é do que o uso dos instintos de preservação e conservação. Felinos de grande ou pequeno porte como, por exemplo, o leão e o gato, matam seres indefesos e cordiais, como o antílope e o beija-flor, para alimentar unicamente a si próprios e suas crias.
Não devem, porém, ser considerados como egoístas e cruéis, pois somente colocam em prática os mecanismos atávicos de sua criação, frutos da própria Natureza.
"O egoísmo e o orgulho têm a sua fonte num sentimento natural: o instinto de conservação. Todos os instintos têm sua razão de ser e sua utilidade, porque Deus nada pode fazer de inútil."
Com a simples presença no lar de um segundo filho do casal, é perceptível em quase todas as crianças a necessidade exclusivista de atenção dos pais em torno delas, como centro de tudo. É natural e compreensível o aparecimento do impulso egóico.
O medo de perder suas satisfações, cuidados e compensações psicoemocionais faz com que a criança nessas condições use o "instinto de preservação", a fim de "conservar" o carinho, o afago e o amor, antes somente voltados para ela, e agora divididos com o novo irmão.
O denominado ciúme ou egocentrismo infantil não poderá ser considerado anormal, desde que não tome proporções alarmantes. É uma reação natural diante de situações verdadeiras ou imaginadas, de perda de afeto, podendo existir sutilmente disfarçada ou claramente demonstrada.
Nas criaturas que desenvolvem seus primeiros passos no aperfeiçoamento ético-moral, a tendência egoística é um estado instintivo, próprio do seu grau evolutivo, e não um defeito de caráter incompreensível, nem uma imperfeição inexplicável da índole humana.
"Esse sentimento, encerrado em seus justos limites, é bom em si; é o exagero que o torna mau e pernicioso...". Como o feto necessita, por determinado tempo, do cordão umbilical ou mesmo da placenta para sua manutenção, assim também a humanidade transformará gradativamente esse impulso inato e ancestral, adquirido através dos séculos e séculos, na luta pela sobrevivência nos estágios primitivos da vida.
Essa mesma humanidade absorverá no futuro atitudes mais equilibradas e coerentes com seu patamar evolutivo, aprendendo a usar cada vez melhor seus sentimentos, antes somente instintos.
Dessa forma, entendemos que o egoísmo, esse agrupamento de ilusões de supremacia, existirá por determinado período de tempo nas criaturas, até que elas consigam se conscientizar de que a atitude de "lavar as mãos", de Pôncio Pilatos, isto é, consideração excessiva aos seus interesses pessoais, agindo arbitrariamente, trará sempre desilusões e obstrução na percepção do mundo em que vivemos.
Já o exemplo do Cristo nos transfere a uma ampla realidade de que o amor é a única força capaz de nos trazer lucidez e equilíbrio no relacionamento conosco e com os outros.
Eis o antídoto contra o egoísmo: "Não fazer aos outros o que não gostaríamos que os outros nos fizessem".
Hammed
sábado, 27 de fevereiro de 2021
O REALISMO E O IDEALISMO : " REALISTA A PESSOA QUE ENCARA A VIDA TAL COMO A VIDA É, IDEALISTA AQUELA QUE IMAGINA A VIDA TAL COMO DEVERIA SER""
"O REALISMO E O IDEALISMO"
Chamo realista a pessoa que encara a vida tal como a vida é, e idealista, aquela que imagina a vida tal como deveria ser. O idealista sofre muito uma vez que, não podendo modificar o mundo, sente-se deslocado, vivendo obrigado em um mundo que não aceita. A pessoa realista sabe que o mundo é assim e se desejar viver neste mundo, há que aceitá-lo tal como se manifesta a seus olhos.
A pessoa idealista no mau sentido desta palavra, quando mora em um lugar que ela não gosta, passa os dias renegando o fato de morar ali. É muito longe, o comércio é fraco, a condução é escassa, as pessoas da vizinhança são muito feias ou ignorantes; e no entanto, não se muda dali. A pessoa realista quando sente as dificuldades do lugar onde mora verifica se há possibilidades de mudar o ambiente ou mudar-se dali; se não há, procura encontrar os valores positivos do local (e sempre há) e, descobertos esses aspectos positivos, valoriza esses aspectos e, assim diminui as coisas de que ela não gosta.
Isso vale também para as pessoas. Muita gente se desgosta de um filho, de um marido ou de uma esposa, porque eles não correspondem ao ideal que elas imaginaram e sofrem com isso, passando o tempo a criticar essas pessoas, evidenciando os seus defeitos e parecendo não ver as qualidades delas. As pessoas são o que são e nós não vamos mudá-las. As pessoas são seres humanos, possuem vontade, desejos próprios que às vezes, não coincidem com os nossos. Se você vive assim, busque na pessoa que lhe causa aborrecimento, alguma coisa que ela possua de positivo e trabalhe esse aspecto. Certa vez eu disse isto a uma turma na Universidade e uma aluna virou-se para mim e me disse: "É ruim hein! Eu conheço pessoas que não têm nada de agradável ou de elogiável".
Lembrei-me então de uma história, lida ou ouvida, em algum lugar de que já não me lembro mais. A história é mais ou menos assim: Um mestre, iniciado, caminhava com seus discípulos por uma estrada que desembocava em uma aldeia. De repente, o grupo viu, quase no meio de uma estrada, o cadáver apodrecido de um cachorro. O sol batia sobre a carne que se decompunha e o odor era insuportável. Um dos discípulos muito indignado comentou: "Isso é um absurdo! Nunca vi coisa igual. Uma carniça exposta, empestando tudo com este fedor insuportável. Imagino como deve estar o nosso mestre cujas narinas, muito sensíveis, estão sendo agredidas por esse odor que causa náuseas".
Todos concordaram com esta observação.
O mestre, porém, aproximando-se mais do animal morto, depois de um breve exame disse: "Mas que belos dentes ele tinha". Se o mestre encontrou na carniça algo interessante, porque também não podemos fazer o mesmo com as pessoas? Talvez nos falte olhos de ver, como dizia Jesus.
Lembro-me de um fato acontecido comigo, há muitos anos em Nova Iguaçu. Eu estava começando no Espiritismo e fui convidado para participar de uma caravana que, costumeiramente, visitava os presos na cadeia local. O líder do grupo me pediu que, ao chegar lá, falasse algo para os presos. Eu aceitei a incumbência.
Ao chegarmos, o carcereiro nos advertiu que fizéssemos nosso trabalho mas evitássemos nos aproximar demasiadamente dos presos que estivessem em celas, principalmente de um que estava em uma cela separada. Depois que ouvimos essa recomendação, iniciou-se o atendimennto que, ao final, seria concluído com a fala. Tudo foi feito conforme o previsto. Ao final de minha fala, que foi feita sob um sol inclemente de verão, ouvi uma voz que me chamava: "Professor!. .. Professor!. .. Professor!" Voltei-me e vi que a voz vinha do preso eu estava na cela separada. Tive um breve momento de hesitação, mas fui até bem perto da cela. Era um negro alto e forte, vestido com uma bermuda cinza.
- O que deseja? Perguntei.
- O negócio é o seguinte. Eu estava vendo o senhor daqui falando nesse sol todo, suando muito. Aí eu achei que o senhor poderia estar com sede e lhe botei um pouco de água aqui na minha canequinha. O senhor bebe? Tá limpinhal
- Bebo sim. Respondi. Muito obrigado!
O que mais me impressionou foi o fato de que os religiosos que estavam comigo não notarem o meu desconforto. Foi exatamente a "pior pessoa dali" que se apiedou de mim. Que belos dentes ele tinha repito, lembrando-me do caso do mestre e do cachorro morto. Penso que nós deveríamos no trato com as pessoas difíceis, verificar se, naquela pessoa aparentemente tão ruim, não existe algo de bom.
José C. Leal
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
PRECE PELA INTERNET : "NA ATUALIDADE, GRAÇAS À INFORMÁTICA, SURGE LENTAMENTE , MAS COM VIGOR,UM NOVO GRUPO DE PREGUIÇOSOS MENTAIS QUE PRETENDEM TRANSFERIR PARA OUTROS OS DEVERES QUE LHE SÃO PERTINENTES, ENTRE OS QUAIS, O DA ORAÇÃO."
PRECES PELA INTERNET
Quando Jesus recomendou a oração pelo próximo, não o eximiu de orar por si mesmo.
A proposta do Mestre tem um sentido profundo, que pode ser considerado sob vários aspectos. A princípio, porque a vibração daquele que ora, encontrando ressonância vibratória no outro, ajuda-o a ter as forças renovadas. Logo depois, porque esse ato desenvolve e ajuda a manter a fraternidade.
Foi por isso, em favor da verdadeira união fraternal, que mais tarde propôs: Quando dois ou três se reunirem em meu nome eu estarei entre eles, o que não significa estar ausente quando alguém esteja a sós e O busque ...
Em face do utilitarismo e das más interpretações no passado, a acomodação mental e moral de muitos religiosos instituiu o lamentável esquema de rezadores em seu favor, enquanto permaneciam distantes da comunhão com Deus.
Esse método foi utilizado largamente, dando surgimento ao profissionalismo da oração.
Pessoas desocupadas tornaram-se intérpretes dos desejos de pagantes, intercedendo verbalmente a Deus sem qualquer emoção a benefício daqueles que as remuneravam.
Como efeito, a simonia substituiu o sentimento da prece intercessória, quando alguém, tomado de amor e de compaixão, intermedia outrem.
Na atualidade, graças à Informática, surge lentamennte, mas com vigor, um novo grupo de preguiçosos mentais que pretendem transferir para outros os deveres que lhes são pertinentes, entre os quais, o da oração.
Justificam que não dispõem de mérito para ser ouvidos por Deus e não se esforçam por consegui-lo.
Apoiam-se na desculpa sem sentido, na suposição de que ludibriam as leis soberanas da Vida, exculpando-se do dever não cumprido, por se considerarem pecadores ou infelizes, quando deveria ocorrer exatamente o contrário ...
Aplicam largos períodos de tempo solicitando orações para a saúde, para a conquista de trabalho, de amor, rogam pelos familiares encarnados e desencarnados em atentado injustificável de utilização negativa da recomendação do Mestre.
Esquecem-se de que aquele que ora, em sintonizando-se com as Fontes Geradoras de Bênçãos, enriquece-se de energias saudáveis e de paz interior.
Outros escrevem cartas longuíssimas, verdadeiros relatórios dos seus sofrimentos, reais e imaginados, repassados de queixas e de lamúrias para inspirar compaixão, descarregando nos obreiros do Bem suas aflições, verdadeiras ou supostas, desviando-os dos compromissos que abraçam, a fim de ficarem orando em seu benefício, enquanto eles mesmos se divertem na ociosidade ou se comprazem no transtorno depressivo que se permitem, sem a utilização de terapias próprias e libertadoras.
É justo que se ore pelo próximo necessitado, mas é indispensável que se oriente o irmão a orar por si mesmo.
Se ele justifica que não sabe como fazer, deves ennsiná-lo a comungar com Deus, a fim de que avance com o dinamismo do esforço pessoal, sem depender de ninguém.
A estrada da evolução será sempre palmilhada por cada um que se candidata ao processo de crescimento.
Ora, a sós ou em grupo, em favor dos enfermos que necessitam de vibrações salutares e de ondas de ternura durante as provações que experienciam. Simultaneamente, desperta-os para que façam a parte que lhes compete, a fim de poderem sintonizar com as ondas mentais que lhes ofereces, introjetando-as e beneficiando-se.
Não te desvies, porém, dos deveres que abraças para os recitativos demorados e as imprecações a Deus a benefício de outros que elegem a comodidade física e mental, distanciando-se dos labores espirituais de auto-iluminação.
Todos devem ajudar-se mutuamente, orando uns pelos outros, não, porém, sobrecarregando o seu próximo, a pretexto de que ele é mais e melhor ouvido pelo Pai.
O mérito advém do esforço que cada qual consegue aplicar em forma de devotamento ao trabalho sério e elevado, construindo uma sociedade melhor, mais ordeira e equilibrada.
Para esse mister, todos estão convidados, cada um oferecendo o que possui de melhor, mesmo que seja aparentemente de pequena monta.
Se não pode contribuir com uma seara rica de pão, tem possibilidades de oferecer alguns grãos para a ensementação valiosa.
Jesus dignificou uma dracma, modestas redes de pescar, grãos de mostarda, lírios do campo e pássaros dos céus, com eles enriquecendo as Suas inesquecíveis parábolas, demonstrando que tudo é útil e de alta significação, quando se refere à construção do Reino de Deus nos corações humanos.
Desse modo, oferece a tua dádiva.
Deus é amor que se irradia em favor dos bons e dos maus de maneira equânime.
Presente em todo o Universo, é a Vida que dá vida. Não atenderá à súplica de um justo liberando o mau das conseqüências dos seus atos infelizes, porque, desse modo, violaria Suas próprias leis de justiça.
Antes, induz todos os filhos à busca da Sua Realidade, mediante o esforço de autodepuração, ascendendo na escala moral por meio do trabalho e da incessante renovação no Bem.
Ora, portanto, penetrando-te do pensamento divino, a fim de que te possas beneficiar do sublime auxílio .
... E preces pela Internet, convenha-se, não é o melhor e mais eficaz caminho a seguir-se ...
Joanna de Ângelis
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
SENSATEZ E PIEDADE : ""Ser sensato nas suas determinações é aquele indivíduo judicioso, que age com cautela e sabedoria. Sabedoria pressupõe conhecimento das verdades espirituais e, portanto, da importância dos fatos e ocorrências da vida como meios para nos elevar na escalada da evolução espiritual. Assim, a visão desse ângulo, quando somos chamados a agir, é posição que devemos tomar, para sermos coerentes com a lei divina ou natural que a tudo preside.[...]O sentimento, que é manifestação da alma, se amplia na medida em que nos despojamos dos interesses egocêntricos, abandonamos os apegos aos nossos pertences e nos voltamos para o bem-estar dos que estão ao nosso redor. As satisfações que nos preenchem a alma transbordam do nosso íntimo, abrangendo os semelhantes, e apenas se completam quando proporcionamos a eles algum benefício."
SENSATEZ - PIEDADE
A- SENSATEZ
"... Não tenta dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas dos outros. Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer sobressair as vantagens dos outros. Não se envaidece jamais com sua sorte, nem com seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado.
"Usa mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito, do qual deverá prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para si mesmo, que poderá lhes dar, é pô-los ao serviço da satisfação de suas paixões. "
(Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XVII. Sede Perfeitos. O Homem "de bem.)
Ser sensato nas suas determinações é aquele indivíduo judicioso, que age com cautela e sabedoria. Sabedoria pressupõe conhecimento das verdades espirituais e, portanto, da importância dos fatos e ocorrências da vida como meios para nos elevar na escalada da evolução espiritual. Assim, a visão desse ângulo, quando somos chamados a agir, é posição que devemos tomar, para sermos coerentes com a lei divina ou natural que a tudo preside.
E até inadmissível agirmos contrariamente a esse posicionamento, quando já estamos a par dos princípios doutrinários espíritas. No entanto, como somos quase sempre envolvidos pelos impulsos emocionais que antecedem nossas ações no proceder, deixamos de analisar com prudência os acontecimentos vividos e não aplicamos a sensatez no que fazemos.
De que modo podemos ser sensatos?
a) Pensando cautelosamente nas consequências que os nossos atos possam causar de prejudicial a outrem;
b) Evitando comentários que possam acarretar dificuldades, separações, intrigas, desentendimentos a quaisquer pessoas;
c) Afastando as oportunidades que nos induzam a cometer erros e falhas;
d) Renunciando aos desejos caprichosos de posse entre as paixões que ainda perduram em nós;
e) Pesando com reserva os próprios pensamentos, idéias ou impressões, antes de articulá-los em palavras, para não veicularmos por hipótese alguma a má informação;
í) Agindo com discrição, sem alaridos, discussões ou críticas, nas decisões que nos dizem respeito, que envolvam criaturas humanas;
g) Controlando com previdência os hábitos e costumes que possam comprometer nossa saúde física ou nosso equilíbrio emocional;
h) Indagando sempre do bom uso que estamos fazendo, com proveito geral, dos bens materiais que nos foram confiados;
i) Utilizando os talentos que judiciosamente identificamos em nós, colocando-os a serviço do bem comum, sem vaidade ou presunção, com circunspecção e modéstia.
Quem já conhece - embora pouco - a destinação espiritual do ser que nos anima o corpo, é naturalmente dirigido a pesar muito bem todos os pensamentos, palavras e atitudes, como decorrência do amadurecimento interior, cujos frutos começamos a cultivar, nos cuidados de tudo que sai de nós: criações ou obras, expressões ou gestos, conversas ou comentários, idéias ou irradiações, que a sensatez pode aprimorar dignificando-nos à condição de filhos de Deus.
B - PIEDADE
"O sentimento que mais acelera o progresso, domando o egoísmo e o orgulho, dispondo a alma à fraternidade, à beneficência e ao amor do próximo, é a piedade; essa piedade que vos comove até as fibras mais íntimas, diante do sofrimento de vossos irmãos, que vos leva a estender-lhes a mão caridosa e arrancar lágrimas de simpatia."
(Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XIII. Que a Mão Esquerda Não Saiba o Que Faz a Direita. Item 17. A Piedade - Michel.)
Esse sentimento que emana dos corações sensíveis em direção aos que estão sofrendo pode refletir em nós com maior ou menor intensidade, variando dos menores lampejos de dó às comoções mais profundas.
O que nos torna mais sensíveis ao sofrimento alheio?
Quais os meios de canalizar mais corretamente esses sentimentos, em benefício daqueles que nos tocam a compaixão?
Podemos cultivar a piedade? Com que finalidade?
Essas talvez sejam algumas indagações que faríamos nessa época de tantas tribulações e de interesses imediatistas. Pensar no problema dos outros já é difícil, que dirá sentir a dor alheia.
"A piedade é a virtude que mais vos aproxima das almas aprimoradas; é a irmã da caridade que vos conduz a Deus".
O sentimento, que é manifestação da alma, se amplia na medida em que nos despojamos dos interesses egocêntricos, abandonamos os apegos aos nossos pertences e nos voltamos para o bem-estar dos que estão ao nosso redor. As satisfações que nos preenchem a alma transbordam do nosso íntimo, abrangendo os semelhantes, e apenas se completam quando proporcionamos a eles algum benefício.
Desponta, então, dentro de nós, a devoção, e a piedade cresce, como precursora que é da caridade, a mais sublime das virtudes. Desse modo devemos, como esforço de aprimoramento, cultivar a piedade, que acelera o nosso progresso espiritual e é indicativa do nosso amor ao próximo.
Como, então, impulsionar a piedade dentro de nós?
a) Estimulando os próprios sentimentos de compaixão para com os males alheios;
b) Dirigindo nossa atenção e nosso olhar para os que convivem conosco, analisando-lhes as preocupações e os receios;
c) Dedicando mais tempo em pensar nas aflições dos que nos cercam em vez de nos absorver nas necessidades próprias;
d) Interessando-nos pelos problemas que atormentam as criaturas sem rumo, oferecendo-lhes apoio e orientação evangélica;
e) Permitindo que o nosso coração se enterneça diante das dores e tribulações de nossos semelhantes;
f) Visitando parentes, amigos e indigentes, hospitalizados ou em reclusão, levando-lhes o bálsamo pelas expressões de carinho,
restaurando-lhes a esperança e a resignação com palavras de conforto;
g) Estendendo nossas mãos, em auxílio fraterno e amparo, aos que nos comovam as fibras do coração;
h) Não sufocando jamais as emoções de pena, para com qualquer pessoa, deixando-as crescer em nós e transformando-as em
resultados benéficos objetivos.
"Ao contato da desventura alheia, a alma sem dúvida experimenta um estremecimento natural e profundo, que faz vibrar todo o vosso ser e vos afeta penosamente. Mas a compensação é grande, quando conseguis devolver a coragem e a esperança a um irmão menos feliz, que se comove ao aperto da mão amiga, e cujo olhar, ao mesmo tempo umedecido de emoção e reconhecimento, se volta com doçura para vós, antes de se elevar a Deus, agradecendo por lhe ter enviado um consolador, uma sustentação."
Ney P. Peres
domingo, 21 de fevereiro de 2021
A ARTE DA ACEITAÇÃO : "Quando não enfrentamos os fatos existenciais com plena aceitação, criamos quase sempre uma estrutura mental de defesa. Somos levados a reagir com "atitudes de negação", que são em verdade molas que abrandam os golpes contra nossa alma.
A ARTE DA ACEITAÇÃO
"...O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre..." "...contentar-se com sua posição sem invejar a dos outros, de atenuar a impressão moral dos reveses e das decepções que experimenta; ele haure nisso uma calma e uma resignação..." (Cap. V, item 13)
Aceitar nossa realidade tal qual é representa um ato benéfico em nossa vida. Aceitação traz paz e lucidez mental, o que nos permite visualizar o ponto principal da partida e realizar satisfatoriamente nossa informação interior.
Só conseguimos modificar aquilo que admitimos e que vemos claramente em nós mesmos, isto é, se nos imaginarmos outras pessoas, vivendo em outro ambiente, não teremos um bom contato com o presente e, consequentemente, não depararemos com a realidade.
A propósito, muito de nós fantasiamos o que poderíamos ser, não convivendo, porém, com nossa pessoa real. Desgastamos dessa forma uma enorme energia, por carregarmos constantemente uma série de máscaras como se fossem utilitários permamentes.
A atitude de aceitação é quase sempre características dos adultos serenos, firmes e equilibrados, à qual se soma o estímulo que possuem de senso de justiça, pois enxergam a vida através do prisma da eternidade.
Esses indivíduos retêm um considerável "coeficiente evolutivo", do qual se deduz que já possuem um potencial de aceitação, porquanto aprenderam a respeitar os mecanismos da vida, acumulando pacificamente as experiências necessárias a seu amadurecimento e desenvolvimento espiritual.
Quando não enfrentamos os fatos existenciais com plena aceitação, criamos quase sempre uma estrutura mental de defesa. Somos levados a reagir com "atitudes de negação", que são em verdade molas que abrandam os golpes contra nossa alma.
São consideradas fenômeno psicológico de "reação natural e instintiva" às dores, conflitos, mudanças, perdas e deserções e que, por algum tempo, nos alivia dos abalos da vida, até que possamos reunir mais forças, para enfrentá-los e aceitá-los verdadeiramente no futuro.
Não negamos por ser turrões ou teimosos, como pensam alguns; não estamos nem mesmo mentindo a nós próprios. Aliás, "negar não é mentir", mas não se permitir "tomar consciência" da realidade.
Talvez esse mecanismo de defesa nos sirva durante algum tempo; depois passa a nos impedir o crescimento e a nos danificar profundamente os anseios de elevação e progresso.
Auto-aceitação é aceitar o que somos e como somos. Não a confundamos como uma "rendição conformada", e que nada mais importa. De fato, acontece que, ao aceitar-nos, inicia-se o fim da nossa rivalidade com nós mesmos. A partir disso, ficamos do lado da nossa realidade em vez de combatê-la.
Diz o texto: "O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre". Aceitação é bem uma maneira nova de "encarar" as circunstâncias da vida, para que a "força do progresso" encontre espaços e não mais limites na alma até então restrita, pois a "vida terrestre" nada mais é do que o relacionar-se consigo mesmo e com os outros no contexto social em que se vive.
Aceitar-se é ouvir calmamente as sugestões do mundo, prestando atenção nos "donos da verdade" e admitindo o modo de ser dos outros, mas permanecer respeitando a nós mesmos, sendo o que realmente somos e fazendo o que achamos adequado para nós próprios.
Em vista disso, concluímos que aceitação não é adaptar-se a um modo conformista e triste de como tudo vem acontecendo, nem suportar e permitir qualquer tipo de desrespeito ou abuso à nossa pessoa; antes, é ter a habilidade necessária para admitir realidades, avaliar acontecimentos e promover mudanças, solucionando assim os conflitos existenciais. E sempre caminhar com autonomia para poder atingir os objetivos pretendidos.
Hammed
POSTAGENS ATUAIS
AUTOCOMPAIXÃO: "Todo aquele que se faculta a autocompaixão neurótica é portador de insegurança e de complexo de inferioridade, que disfarça, recorrendo, inconscientemente, às transferências da piedade por si mesmo, sem qualquer respeito pelas demais pessoas."
Psicologicamente, o homem que cultiva a autopiedade desenvolve tormentos desnecessários que o deprimem na razão direta em que a eles se ...
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FRAGMENTOS DO TEXTO [...]Afirmam os seres que guiam a Humanidade, que o ódio é o amor que enlouqueceu. Sim, o ódio é o amor que adoeceu, p...
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"nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus; mas somente entrará aquele que faz a vontade do meu Pai, que est...
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Não ouvides que todos os perseguidores da luz são habitualmente enfermos do espírito acomodados ao mal. Muitos trazem no peito o vulcão do ...